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Presidente do Santander planeja elevar carteira de crédito do banco em 10% até 2022

Sergio Rial afirmou ainda que o banco mira alcançar um milhão de maquininhas vendidas junto às pessoas físicas por meio da Getnet

8 de outubro de 2019
15:19
Sérgio Rial, presidente do banco Santander, na sede do Banco em São Paulo
Imagem: Murillo Constantino/Quartetto

O Santander Brasil espera entregar crescimento médio anual de 10% em sua carteira de crédito até 2022, de acordo com o presidente do banco, Sergio Rial. Entregar tal variação neste ano significa acelerar a expansão dos empréstimos na segunda metade de 2019. Até junho, a carteira do banco cresceu 7% ante um ano no conceito ampliado e 9,3% sem considerar títulos privados como debêntures e notas promissórias.

Um dos motores, conforme Rial, será o crédito consignado, aquele com desconto em folha de pagamentos. "Chegaremos a mais de R$ 40 bilhões em crédito consignado no fim de 2019. Há cinco anos não tínhamos nada neste segmento e vamos continuar crescendo", disse Rial durante evento com analistas nesta terça-feira, o 1º Investor Day do banco no Brasil.

O executivo afirmou ainda que o banco mira alcançar um milhão de maquininhas vendidas junto às pessoas físicas por meio da Getnet. Ainda no setor de cartões, o banco, conforme ele, mira o segundo lugar - hoje, é o terceiro.

Nos últimos anos, sob o comando de Rial, o Santander repaginou seu posicionamento no setor de meios de pagamentos. Em cartões, o banco ganhou uma posição e subiu à terceira colocação como emissor, ultrapassando o Banco do Brasil e ficando atrás somente de Bradesco e Itaú, na condição de líder.

Segundo Rial, o banco deve seguir incrementando o seu portfólio de cartões, o que deve aumentar a presença da instituição e a concorrência neste segmento. Dentre os lançamentos previstos, ele comentou que o banco deve disponibilizar no mercado um American Express, com foco no público de alta renda. "Teremos um leque de cartões do banco cada vez mais completo", resumiu Rial, sem dar mais detalhes.

Na área de adquirência, o presidente do Santander disse que a Getnet tem "papel crucial" no crescimento do banco. "Lançamos uma oferta para as pessoas físicas no ano passado e é razoável pensar que teremos 1 milhão de maquininhas na metade do ano que vem", disse ele.

A concorrente Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, acaba de bater a marca de 1 milhão de maquininhas vendidas a pessoas físicas, após ter entrado nesse mercado em março de 2018.

Olhando para o futuro

O presidente do Santander afirmou também que o banco ainda tem espaço para crescer de forma rentável no País a despeito de já ter galgado espaço no varejo bancário brasileiro e em segmentos específicos como o de maquininhas, por meio da GetNet, e no financiamento de veículos, no qual assumiu a liderança no País, antes nas mãos do concorrente Itaú Unibanco.

"Ainda existe crescimento na história futura do Santander e oportunidades em negócios rentáveis", disse.

Segundo Rial, o banco no Brasil entregou quatro anos de crescimento rentável, o que resumiu em uma fase de "transformação" da instituição espanhola no País. Ao fim de junho, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROE, na sigla em inglês) era de 21,3% ante 19,3% visto um ano antes. Em 2015, o indicador estava em 12,8%

Para o executivo, 2020 será um grande ano de inflexão do sistema financeiro. "Claramente, teremos um novo direcionamento estratégico de vários agentes", avaliou o presidente do Santander, citando avanço tecnológico e regulatório do setor bancário no Brasil como motores para aumento de concorrência no País.

Defensor antigo de um ambiente de maior competição com os bancos públicos, Rial chamou atenção para a necessidade de o sistema financeiro no País ter menos assimetrias entre as instituições oficiais e privadas. "Esperamos competir cada vez mais de igual para igual", enfatizou Rial.

Apesar disso, ele afirmou que a concorrência "nunca dormiu" no País e que prova disso é a manutenção de retorno acima dos 20% na concorrência por décadas. O executivo afirmou que não tem uma postura pessimista quanto ao Brasil a despeito do atual cenário macroeconômico. "Existe um Brasil que cresce. O que não cresce é o setor público. O setor privado cresce em vários segmentos", concluiu.

O Santander Brasil promove nesta terça, pela primeira vez, seu Investor Day para abrir perspectivas sobre o banco.

*Com Estadão Conteúdo.

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