Menu
2019-04-04T09:13:22-03:00
Estadão Conteúdo
Condições

Maia sinaliza que governo terá de ceder em aposentadoria rural e auxílio a idosos para reforma avançar no Congresso

Maior reclamação entre os deputados é a de que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, não ouviu as lideranças antes de enviar a proposta com esses itens considerados polêmicos

27 de fevereiro de 2019
6:58 - atualizado às 9:13
guedes-maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Em conversas com deputados, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sinalizou que, para a reforma da Previdência avançar no Congresso, o governo deverá ceder nas regras para benefícios assistenciais a idosos de baixa renda e na aposentadoria rural.

A maior reclamação entre os deputados é a de que a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, não ouviu as lideranças antes de enviar a proposta com esses itens considerados polêmicos.

Para os idosos de baixa renda, no chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC), a proposta prevê o pagamento de R$ 400 a partir dos 60 anos. Aos 70 anos, o benefício alcançaria um salário mínimo. Para o trabalhador rural, a idade mínima estipulada é de 60 anos (para homens e mulheres), com no mínimo 20 anos de contribuição.

“Já está absolutamente demonstrado que a maioria absoluta é contra esses dois pontos”, disse o líder do DEM na Câmara, Elmar Nascimento (BA). “São dois pontos que achamos que não deveriam ser tratados pelo governo e que há uma inclinação muito forte pela retirada, até porque isso contamina o debate”, completou.

Para o líder do PP, Arthur Lira (AL), esses itens travam a discussão e ameaçam a aprovação da reforma na primeira parada no Congresso: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve ser instalada depois do carnaval e onde a proposta será analisada sob o ponto de vista constitucional.

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que o partido fará sugestões em relação ao BPC e à aposentadoria rural. “Há um reconhecimento de que essa reforma tem de existir. Economicamente correta, mas socialmente justa.”

‘Rifa’

A sinalização de Maia desagradou à equipe econômica, que considera ser ainda cedo para mostrar os pontos que devem ser abrandados. Segundo fontes do governo, as lideranças do Congresso “rifaram” as mudanças no BPC e na aposentadoria rural sem antes mostrar a importância dessas alterações, entre elas, o estímulo à contribuição pelos trabalhadores.

Depois de fazer uma peregrinação no Congresso para explicar detalhes da proposta, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, admitiu que essas regras são as que mais estão na mira das bancadas de deputados.

Questionado se as mudanças no BPC e na aposentadoria rural fazem parte da “espinha dorsal” da reforma, o secretário respondeu apenas que elas “são importantes para a estrutura”. Marinho afirmou que a equipe econômica ainda não fez estimativa de qual seria o impacto de eventuais mudanças para atender os parlamentares nesses dois pontos.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

ESTRADA DO FUTURO

Um pé no abismo e outro na casca de banana: como identificar ações de empresas decadentes

Excesso de otimismo, planos mirabolantes e desprezo pela inovação estão entre as receitas para uma empresa falhar, segundo o gestor que se dedicou a descobrir empresas terríveis

Novo competidor

Grupo catarinense que fatura R$ 8,8 bi vai abrir 1º atacarejo no estado de SP

O Grupo Pereira vai abrir uma unidade da Fort Atacadista, sua bandeira de atacarejo, na cidade de Jundiaí; forte competição em SP é desafio

Tensão em Brasília

Racha no Congresso põe reformas em xeque

A decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de fatiar a reforma tributária foi vista como a pá de cal nas chances de avanço das reformas no Congresso até o fim do atual governo. Embora Lira tenha prometido abrir o diálogo com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para definir os próximos passos, […]

Rapidinhas da semana

BLINK: Itaúsa, B2W, Eletrobras e mais recomendações rápidas

Felipe Miranda, sócio-fundador e CIO da Empiricus, fala sobre Alpargatas, Eletrobras, Itaúsa, Lojas Americanas e muito mais no Blink

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies