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O ataque a Guedes tinha outro alvo, o presidente da República, Jair Bolsonaro

Em mais um capítulo da queda de braço entre Congresso e Executivo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não poupou nem o ministro da Economia, Paulo Guedes, a quem ele havia chamado, em entrevista publicada neste sábado pelo Estadão, de "uma ilha entre seus pares". Após almoço com o governador de São Paulo, João Doria, na residência do tucano, em São Paulo, em uma coletiva de imprensa, Maia disse que Guedes tenta intervir na escolha do relator da reforma da Previdência. "A atuação de Guedes mostra que a reforma não é tão independente (do Planalto)."
O ataque a Guedes tinha outro alvo, o presidente da República, Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo em que Maia dava a coletiva na capital paulistana, o capitão da reserva falava com a imprensa no Chile, antes de embarcar para o Brasil, depois de sua viagem oficial àquele país. E os ataques foram mútuos. No Chile, Bolsonaro disse não entender porque o presidente da Câmara estava tão agressivo com ele.
Rodrigo Maia não quis comentar as críticas que Bolsonaro fez, na coletiva de imprensa que concedeu no Chile. Contudo, disse crer em "uma distorção na fala do presidente", quando ele se referiu ao seu suposto "tom agressivo".
"Não uso redes sociais para agredir ninguém, uso para informar os eleitores. Farei sempre a defesa do respeito institucional, como líder da Câmara dos Deputados", ressaltou.
Também neste sábado, Bolsonaro havia declarado que há atritos na Câmara porque alguns deputados ainda estão apegados ao que chama de velha política. Parlamentar veterano, Maia afirmou, por sua vez, que quer construir a "nova política", pois foi reeleito e tem mais um mandato na Casa.
Questionado quanto a quem pertence a responsabilidade de articulação pela reforma da Previdência, Maia afirmou que o parlamento vai permanecer como um ponto de diálogo e a reforma será debatida democraticamente. "É assim que a democracia funciona", acrescentou.
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