Que fatiada, que nada! Proposta da reforma da Previdência, segundo Onyx Lorenzoni, será única
Ministro da Casa Civil afirmou que a tendência atual é de que o governo apresente uma única proposta de mudanças na Previdência

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira, 11, que a tendência é que o governo apresente uma única proposta de reforma da Previdência, mesmo que os militares sejam incluídos, o que não implicaria em mudança constitucional. A ideia é estudada pela equipe técnica do governo.
"A tendência é que a gente tenha uma única proposta consertando o atual sistema e consertando para o futuro", disse ao ser questionado se seria enviado tudo junto para o Congresso mesmo com uma eventual inclusão dos militares.
Questionado se facilitaria discurso de isonomia de tratamento para servidores públicos e militares, ele disse que não pode adiantar e não está definido pelo presidente Jair Bolsonaro. "Isso está sendo estudado pelo ministro (da Economia) Paulo Guedes, que é quem coordena os grupos. Nós deveremos ter uma discussão preparatória na segunda-feira para que apresentemos (a proposta) ao presidente Bolsonaro ainda na próxima semana", comentou.
Indagado sobre a importância de incluir militares como exemplo de "sacrifício" em nome da reforma da Previdência, Onyx disse que quer um sistema em que "não se sacrifique ninguém". "Vamos apresentar reforma que permita equilíbrio fiscal e seja fraterna", afirmou.
Onyx fez ainda mais um afago a Guedes. Após divergências, ele disse que o ministro da Economia está conduzindo as discussões sobre a Previdência "com muito critério, com muita atenção e muito equilíbrio".
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Na semana passada, os dois tiveram algumas reuniões juntos, posaram para fotos e Onyx chegou a levar bombons para Guedes.
O ministro disse também que a medida provisória contra fraudes no INSS deve sair na próxima semana, na terça ou na quarta-feira.
Nos deixe fora disso
Se depender do novo comandante do Exército, Edson Leal Pujol, os militares ficarão de fora da reforma da Previdência. Em declarações dadas à imprensa após cerimônia de troca de comando do Exército, ele destacou que os militares não fazem parte do sistema previdenciário e possuem "situação diferenciada".
"Primeiro ponto, que é constitucional, os militares não fazem parte do sistema previdenciário, como na maior parte dos países do mundo. É uma situação diferenciada. Nós temos uma diferença muito grande de qualquer outro servidor público ou servidor privado. Nós não temos hora extra, não temos adicional noturno, não podemos nos sindicalizar", justificou Pujol.
Sobre uma eventual iniciativa de o presidente Jair Bolsonaro convencer os militares a participarem de "alguma cota de sacrifício", mesmo que seja feito por lei ordinária, Pujol disse que a informação não chegou até ele. "Eu tenho tido contato quase que diário esta semana com o presidente Bolsonaro e em nenhuma oportunidade ele falou comigo a respeito" Pujol destacou ainda que os militares são "disciplinados" e irão cumprir o que for decidido pelo governo e pela sociedade.
*Com Estadão Conteúdo.
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