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Angela Bittencourt
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Angela Bittencourt
é jornalista e editora da Empiricus
2019-04-26T13:11:28-03:00
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O que o mercado espera para a Previdência? Pelotão do ‘centro’ vê aprovação em setembro e economia de R$ 650 bi

Pesquisa da Bloomberg mostra concentração das projeções sobre a economia possível com a Nova Previdência (56% do total) entre R$ 600 bilhões e R$ 700 bilhões ao longo de 10 anos. Os parâmetros mínimo e máximo são de, respectivamente, R$ 300 bilhões e R$ 900 bilhões.

26 de abril de 2019
12:53 - atualizado às 13:11
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Bolsonaro entrega projeto de reforma da Previdência ao Congresso - Imagem: Marcos Corrêa/Presidência da República

Apostar é um verbo que qualquer um de nós conjuga com facilidade. Tudo bem, sei que é exagero...mas passamos a vida apostando. Quando pequenos, apostamos que o coleguinha da escola é “chorão” ou que o nosso vizinho “tampinha” vai quebrar o brinquedo primeiro. Na adolescência, quem nunca apostou que poderia ganhar a namorada do amigo ou passar entre os primeiros colocados no vestibular para engenharia ou (até!) medicina? Quando adultos, apostamos na loteria, no grande amor da nossa vida, no casamento perfeito, no trabalho dos sonhos... Você há de concordar que, em qualquer idade, apostamos pra valer que nosso time será campeão!

Tem quem chame aposta de expectativa e expectativa de projeção. Mas aposta é um palpite, expectativa é algo que se dá (quase) como certo e projeção, no sentido estatístico, é uma expectativa calculada com base em hipóteses ou em determinadas condições.

Veja você, o ministro da Economia, Paulo Guedes, esperava que a reforma poupasse R$ 1,1 trilhão ao longo de 10 anos de vigência da Nova Previdência. Alteradas as projeções de alguns indicadores é possível contar com economia um pouco maior, de R$ 1,236 trilhão, anunciou o governo. Mas Edu Campos, que acompanhou a abertura de dados usados na construção da proposta conta que há um risco real de o governo perder um terço disso já na largada das negociações caso o Centrão leve adiante sua estratégia de desidratação do texto.

Ontem, em café com jornalistas, o presidente Jair Bolsonaro atirou distraidamente no pé de Paulo Guedes ao afirmar que o ministro aceita economia de R$ 800 bilhões...O resultado final vai depender, de fato, das alterações que poderão ser feitas pelos parlamentares durante as discussões do projeto na comissão especial, em maio e junho. Esse prazo foi sinalizado, ontem, pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O olhar de 30 instituições

A abertura dos dados pelo governo poderá levar especialistas do setor privado à revisão de suas projeções. Mas a pesquisa da Bloomberg com 30 instituições – divulgada ainda com as informações sob sigilo determinado pelo Ministério da Economia – é importante referência para o mercado.

A pesquisa mostra concentração das projeções sobre a economia possível com a Nova Previdência (56% do total) entre R$ 600 bilhões e R$ 700 bilhões ao longo de 10 anos. Os parâmetros mínimo e máximo são de, respectivamente, R$ 300 bilhões e R$ 900 bilhões.

Nenhuma das instituições consultadas pela agência apostou em R$ 1 trilhão de economia, a meta apresentada por Guedes pelo menos desde que se tornou ministro de Bolsonaro.

Dentre as 30 casas ouvidas pela Bloomberg, a estimativa de maior economia com a reforma, é a do Bradesco, de R$ 900 bilhões. Contudo, o banco trabalha com uma banda e, o valor mínimo calculado é R$ 600 bilhões.

A projeção mais modesta entre todas as instituições consultadas é a da RBC Capital Markets, também apresentada em banda, de economia possível entre R$ 300 bilhões de R$ 400 bilhões em 10 anos.

Uma outra leitura das expectativas de instituições financeiras quanto a Nova Previdência leva em conta o tempo que o Congresso Nacional deverá levar para concluir a votação do texto – alterado ou não durante sua tramitação na Câmara e no Senado.

Das 30 casas consultadas, 60% contam com resultado final em agosto ou setembro. As demais que compõem os 40% restantes dividem-se entre as mais otimistas e as pessimistas: 20% consideram possível a reforma estar totalmente aprovada até julho e 20% consideram factível a aprovação nas duas casas do parlamento entre outubro e dezembro.

No pelotão do “centro”, que reúne a maioria ou 18 das 30 instituições ouvidas pela Bloomberg, estão os maiores bancos brasileiros.

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