Líder do PSL na Câmara diz que nem o próprio partido de Bolsonaro está convencido sobre a reforma da Previdência
Delegado Waldir afirmou que o projeto de lei sobre a previdência dos militares causou muito descontentamento entre os parlamentares

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), voltou a fazer críticas sobre a falta de articulação do governo nesta segunda-feira, 25, e colocou em dúvida a aprovação da reforma da Previdência pelo parlamento neste momento.
Para ele, o projeto de lei que altera regras para a previdência dos militares causou muito descontentamento entre os parlamentares, inclusive do próprio PSL, ao agregar no texto a reestruturação da carreira. Para ele, talvez o governo tenha até menos do que os 55 votos (total de deputados do PSL)", disse.
"Nem o PSL está convencido da reforma. Isso eu já falei. Quando chegou a reforma da previdência, eu fui o primeiro a questionar que veio um abacaxi aqui e até agora a faca não chegou aqui não. Não vamos abrir esse abacaxi no dente. Amanhã (terça), Paulo Guedes vai estar aqui e vamos ver se ele traz a faca ou o facão", disse.
Ele afirmou que o governo precisa ainda construir sua base e os líderes partidários continuam descontentes. "Existem pessoas específicas que precisam estar no seu papel, recebem por isso e parece que estão errando. Os resultados não estão chegando", disse ele sobre os interlocutores do governo sem citar nomes. "Eu espero que Rodrigo Maia e Bolsonaro soltem a fumacinha da paz e realmente passem a dialogar para que o Brasil avance com as reformas necessárias", disse. Waldir disse que Maia é "apaixonado pela reforma" e que deve trabalhar por sua aprovação.
O líder do PSL espera que o presidente Jair Bolsonaro assuma uma defesa mais contundente da reforma. "O governo não quer assumir a paternidade da reforma", disse. Para ele, Bolsonaro precisa ser mais incisivo na defesa. "Esse filho não pode ficar sem pai, ele está passando fome neste momento e corre o risco de morrer", afirmou. Waldir fez críticas sobre declarações de Bolsonaro sobre "velha política" e chamou de "equívocos repetidos" postagens feitas nas redes sociais pela família do presidente.
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Sobre a relatoria da PEC da reforma na CCJ, Waldir disse que o presidente do colegiado, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR), está ouvindo partidos e governo para escolher o relator. Segundo ele, não será necessário o aval do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Waldir foi questionado sobre uma possível saída do ministro da Economia, Paulo Guedes, do governo. "Se qualquer ministro sair é grave. Se quebrar o posto Ipiranga, vai ter de apelar para Petrobras", disse.
*Com Estadão Conteúdo.
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