Alcolumbre diz que criará comissão para acompanhar a PEC da Previdência
Presidente do Senado sinalizou que o colegiado deve ser formalizado nesta quinta-feira; Tasso Jereissati (PSDB-CE) deve ser o relator

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta quinta-feira, 14, que a comissão especial de acompanhamento da reforma da Previdência da Casa será criada nesta data e terá como relator o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O presidente da comissão será o senador Otto Alencar (PSD-BA). A intenção é que os senadores da comissão acompanhem o andamento da matéria ainda durante a tramitação na Câmara.
"Já recebi o modelo da constituição da comissão especial. Já tenho os nomes dos indicados dos partidos e vou fazer a indicação hoje. Vou assinar o ato hoje", disse a jornalistas.
Ele não informou o nome dos integrantes do grupo. A comissão deverá ser instalada na próxima terça-feira, 19, quando terá sua primeira reunião oficial.
Alcolumbre voltou a afirmar que a comissão especial era desejo dos senadores, que agora poderão fazer encontros com líderes partidários da Câmara e debater a proposta. "Teremos na semana que vem a primeira reunião dos membros para delinearmos a conduta que nós vamos proceder em relação a essa comissão de acompanhamento", explicou.
Defesa da reforma
O presidente do Senado disse ainda que o debate em relação à reforma tomou corpo, e a sociedade e os parlamentares compreenderam sua importância. "Se não fizermos (a reforma), o Brasil se tornará um caos econômico, fiscal e social. É preciso trazermos a confiança de volta, porque esta reforma não só proporcionará equilíbrio do ponto de vista fiscal e social, mas dará sinal claro para outros países que querem investir no Brasil."
Junto, mas separado
Alcolumbre também afirmou que foi acordado com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a proposta que deverá alterar as regras para a previdência dos militares vai caminhar junto com a da reforma da Previdência, mas será votada depois dela. O acordo, explicou, foi um compromisso que ele e Maia fizeram com os militares.
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"Se a reforma for votada pela manhã, o projeto de lei dos militares vai ser votado à tarde. Se for votado num dia a reforma da Previdência, a dos militares vai ser no outro dia. Uma coisa é certa: o compromisso que nós assumimos nós vamos honrar", afirmou a jornalistas pela manhã. Ele ainda disse que "amanhã ou no máximo segunda-feira esta matéria chega na Casa".
Na segunda-feira, 11, líder do PSL na Câmara, delegado Waldir, afirmou que ficou estabelecido, em um diálogo com Maia, que a reforma dos militares só será votada no plenário da Câmara após a votação da PEC da Nova Previdência. Waldir, no entanto, não soube explicar se essa votação da PEC será no primeiro turno ou apenas no segundo.
*Com Estadão Conteúdo.
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