Menu
2019-03-21T08:05:06-03:00
Estadão Conteúdo
Governo tem pressa

Planalto tenta acelerar privatização da Eletrobras

Ministério da Economia estuda a possibilidade de que as subsidiárias da Eletrobras sejam transferidas para outra empresa do grupo, a Eletropar, e vendidas separadamente

21 de março de 2019
8:05
Sede da Eletrobras no Rio de Janeiro
Sede da Eletrobras no Rio de Janeiro - Imagem: Divulgação

Para reforçar os cofres do Tesouro Nacional e elevar o ânimo dos investidores, o governo decidiu acelerar os planos de privatização da Eletrobras. Após sinalização de que o processo ficaria para 2020, os Ministérios de Economia e de Minas e Energia decidiram colocar o pé no acelerador na tentativa de viabilizar uma solução ainda este ano. O modelo deve ser definido até junho. A previsão é que a arrecadação chegue R$ 12,2 bilhões.

Enquanto o MME defende a capitalização e pulverização do controle da companhia, o Ministério da Economia estuda a possibilidade de que as subsidiárias da Eletrobras sejam transferidas para outra empresa do grupo, a Eletropar, e vendidas separadamente.

A secretária executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, disse ao Estadão/Broadcast que o modelo mais adequado é o de capitalização. Desta forma, a Eletrobras lançaria novas ações ao mercado, mas o governo, que hoje detém 60% da companhia, não compraria esses papéis, reduzindo sua fatia a cerca de 40%. Assim, deixaria o controle da Eletrobras, mas manteria poder considerável por meio de ações especiais golden share, ação especial que garante poder de veto em alguns pontos.

Trata-se do mesmo modelo proposto durante o governo Michel Temer, mas a União ainda estuda a melhor forma de "blindar" as subsidiárias Eletronuclear e Itaipu, que precisam permanecer sob controle estatal. A União não pode abrir mão do controle da Eletronuclear, pois a exploração é monopólio constitucional da União, e nem de Itaipu Binacional, sociedade com Paraguai.

Já o secretário especial de Fazenda do Ministério de Economia, Waldery Rodrigues Filho, defendeu o "drop down", em que controladas - Chesf, Eletronorte, Furnas e Eletrosul- seriam repassadas à Eletropar, uma das subsidiárias do grupo, para a privatização. A informação foi dada em entrevista ao Estadão/Broadcast, publicada na terça-feira, 19. Nesse modelo, a Eletrobrás também continuaria com Itaipu e Eletronuclear, e a venda das controladas seria feita de forma separada.

A alternativa do Ministério da Economia embute o risco de que a venda de certas subsidiárias não se concretize. "Podemos ter êxito na venda de uma e receber outorga, e nas demais não prosperar. Esse modelo tem gestão mais restrita. Já no modelo de capitalização, só dependemos do apetite do mercado", disse a secretária do MME. Além disso, ela destacou que há chance de que as empresas sejam compradas por um único operador, concentrando o setor.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

BANCÕES EM ALTA

Lucro do Banco do Brasil sobe 44,7% no 1º trimestre e atinge R$ 4,9 bilhões

O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre deste ano, 44,7% maior que os R$ 3,4 bilhões reportados em igual período de 2020 e 32,9% superior ao resultado obtido nos últimos três meses do ano passado. “O lucro recorde para um trimestre é resultado de uma estratégia […]

Vol é vida?

Lucro líquido da B3 cresce 22,5% e atinge R$ 1,25 bi no 1º trimestre

O lucro líquido recorrente atingiu R$ 1,4 bilhão, alta de 15,5% frente ao mesmo período do ano passado e de 15,2% na comparação com o trimestre anterior

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Carnaval fora de época da Ambev e mais…

O varejo tem várias datas importantes: dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia dos namorados, Black Friday, Natal… Há uma data comemorativa em quase todos os meses, e todas são aguardadas com ansiedade pelo setor — afinal, qualquer impulso nas vendas é bem vindo. Pois para a Ambev, a coisa funciona um […]

FECHAMENTO DO DIA

Balanços e commodities metálicas ditam o ritmo e Ibovespa fecha em alta; dólar volta à casa dos R$ 5,20

Com a agenda de indicadores fracas e um Copom sem grandes surpresas, os investidores se debruçaram nos números do trimestre e no novo recorde do minério de ferro.

Queda no apetite

Fed sinaliza risco de tombo nos preços de ativos em relatório de estabilidade

O banco central dos EUA demonstrou preocupação com um possível declínio no apetito ao risco dos investidores norte-americanos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies