Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-02-27T17:55:38-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Esquentando os motores

Em tom bem mais leve, Mattar diz que “privatização só virá depois de reforma da Previdência”

A afirmação é do secretário responsável pelas privatizações. Para Salim Mattar, depende de atitude de governo, mas ele disse que venderia 100% das empresas públicas imediatamente

27 de fevereiro de 2019
16:28 - atualizado às 17:55
Privatização
Imagem: Andrei Morais/Montagem

Depois de divulgar a lista de empresas que estavam sobre avaliação do governo para serem privatizadas, o secretário especial de desestatização e desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, adotou um tom mais leve hoje (27) em evento para investidores em São Paulo promovido pelo BTG Pactual.

"Privatização só será feita depois da reforma da Previdência, antes o governo pode vender imóveis", destacou o secretário.

Ao contrário do que era esperado, o secretário foi enfático e disse que vai fazer tudo com calma. Mattar falou que hoje trabalham 500 mil pessoas nas estatais e que é "preferível ir devagar e sempre. Queremos um programa de privatização smooth, sem ter deslizes para não prejudicar as próximas privatizações".

Privatiza, privatiza

Mattar disse que se dependesse dele ele privatizaria 100% das empresas públicas em 2019, mas que não tem controle total sobre o processo de desestatizações porque depende do governo.

Ele ressaltou que "por exemplo, no caso dos Correios a autoridade setorial fica no Ministério da Ciência e Tecnologia. Então, de certa forma, nós do ministério temos um assento no board, mas a autoridade que nomeia quem será o conselheiro é o próprio ministério".

Já sobre o fato de manter BB, Caixa e Petrobras fora da lista como ele já havia mencionado, Mattar disse que já é um grande avanço vender 131 estatais, e que não se preocuparia com elas. Também falou que talvez o próximo governo seja mais liberal como o de Bolsonaro e consiga fazer isso.

Com relação às subsidiárias do BB, Caixa e Petro, ele disse que o processo de venda está nas mãos das "empresas mãe". Mas que no caso das outras, a expectativa é que a venda leve entre cinco e seis meses.

Embrapa e Eletrobras

Segundo Mattar, a ideia com a privatização é manter apenas as empresas de segurança nacional.

Quando indagado sobre a Emprapa, o secretário afirmou que a empresa pode ser privatizada com "com relativo controle estatal", mas não deu mais detalhes de como isso seria feito.

Outra empresa citada foi a Eletrobras. Para ele, a sua capitalização deve ocorrer até o fim deste ano.

Pedido de ajuda

Mas o secretário não abordou apenas as estatais nacionais. Mattar destacou, inclusive, que estava ajudando os governos estaduais na privatização de empresas, e que um dos que o procuraram foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

"O Zema nos procurou e estamos auxiliando-0 na venda de três estatais mineiras", destacou o secretário.

Mesmo sem especificar as companhias, o mais provável é que dois nomes sejam a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig) e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Concessões

Ao ser questionado sobre concessões que viriam antes, o secretário disse que vai sair um pacote agora sobre concessões de aeroportos. 

Ele também falou que "o pipeline dos projetos de concessão deve ser tocado a toda velocidade, já que ele não interfere na reforma da Previdência e nem acelera a geração de riquezas". 

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

CRYPTO NEWS

Cotação do bitcoin (BTC) bate recorde histórico — o que fazer com a criptomoeda a partir de agora?

Depois de alguns meses sendo um investimento “ruim”, porque teve 50% de queda, o bitcoin volta a ganhar os holofotes do mercado e as manchetes da mídia especializada

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Auxílio Brasil, recorde do bitcoin, balanço da Tesla e produção da Vale: confira as principais notícias do dia

Com a temporada de balanços americana trazendo resultados animadores, o empurrãozinho em direção a um dia de ganhos poderia ter sido maior, mas não tem como negar que a grande pedra no sapato do investidor brasileiro é o novo programa social pretendido pelo governo federal. O saldo final do pregão de hoje foi positivo, mas […]

Problemas nas refinarias?

Com ameaça de desabastecimento no radar, produção da Petrobras (PETR4) recua 4,1% no 3º trimestre

Antes da divulgação do relatório, a petroleira já havia informado que não teria capacidade para atender, em sua totalidade, os pedidos por fornecimento de combustível em novembro

FECHAMENTO DO DIA

Auxílio Brasil segue pressionando a curva de juros, mas Ibovespa e dólar conseguem alguma recuperação

O Ibovespa bateu na trave, e o Banco Central conseguiu segurar o câmbio, mas a pressão sobre as contas públicas segue castigando a curva de juros

Carros elétricos em alta

Para a Tesla (TSLA34) de Elon Musk, não há crise no setor automotivo: o terceiro trimestre teve lucro recorde

A Tesla (TSLA34) vai na contramão do restante do setor: a empresa de Elon Musk está vendendo mais carros e reportou um balanço forte no 3T21

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies