O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Primeiros votos sobre venda de estatais mostram uma confusão entre o que diz a Constituição, leis específicas, decretos e interpretações. Barroso abre o jogo e fala que discussão é política. Julgamento continuará na quinta-feira
A insegurança jurídica é sempre colocada como um dos fatores que dificulta a realização de negócios no Brasil e que afasta investidores. É aquela famosa frase de que no Brasil até o passado é incerto. E parte dessa conta recai sobre a baixa qualidade da legislação.
Ao acompanhar os primeiros votos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema privatizações e venda de subsidiárias pela Petrobras, fica evidente como a lei das Privatizações do FHC, não conversa com a Lei das Estatais do Temer, que não conversam com os inúmeros decretos sobre o tema e como ninguém parece se entender com a “lei maior”, que está na Constituição.
Como leigo, fiquei me perguntando se não seria interessante termos um processo de conformidade para as leis não apresentarem tantas discrepâncias entre elas. Em tese as comissões do Congresso teriam de fazer isso, mas a coisa não está funcionando.
O problema parece residir na necessidade de tudo, exatamente todas as possibilidades, terem de constar no texto da lei para terem validade. Seria mais interessante e menos incerto se a legislação de pautasse por princípios. Mas enfim...
No caso em questão, temos Ricardo Lewandowski argumentando que não é contrário às privatizações. Mas que no seu entendimento é necessária lei tratando do tema, já que a Constituição exige lei específica para criar uma estatal. O mesmo também se aplicaria para subsidiárias.
Alexandre de Moraes entende, lendo as mesmas leis, que uma lei é exigida para criar a empresa mãe, por exemplo a Petrobras. Depois disso, a empresa mãe pode criar, vender e associar suas subsidiárias sem precisar de lei, pois tem que ter competitividade para atuar no mercado.
Leia Também
Exemplo prático dado por Moraes: “O Congresso, alguma vez, editou lei dizendo: Autorizo que você compre a maioria das ações da TAG? De forma alguma!”, disse o ministro.
Antes, Moraes deixou claro que o princípio em voga é o da não intervenção estatal no domínio econômico, salvo em caso de interesse popular ou segurança nacional.
Também se debate se a venda pode ser direta ou tem de seguir algum modelo de licitação. Lewandowski acredita que sim e citou pontos da lei de licitações do governo FHC que fala em reservar ações até para funcionários e empregados. Para o ministro, a venda pressupõe a pulverização do controle estatal para o maior número de pessoas possível.
Moraes apresentou algumas divergências e concordâncias com o relator, mas votou por derrubar a liminar dada por Lewandowski, que entende que o aval do Legislativo é obrigatório quando a venda de estatais implicar a perda de controle acionário. Junto da discussão está outra ação, na qual foi bloqueada a venda de uma subsidiária da Petrobras, a TAG.
Enquanto lia seu voto, Lewandowski teve algumas discussões com Marco Aurélio Mello, que também falou de artigo de Delfim Netto sobre o tema, levando Lewandowski a chamar a atenção para as vozes preocupadas do mercado.
Mas o ponto mais interessante começou quando Mello disse entender que a Constituição fala expressamente em necessidade de lei para criar estatal, mas não fala nada sobre a venda delas.
Mello seguiu e disse que “temos de admitir a realidade. Dificilmente a Casa legislativa vai autorizar a venda de estatal”.
Lewandowski argumentou dizendo que o Congresso pode estabelecer regras, como já feito e completou: “Concordo que lei específica pode criar dificuldade para ser aprovada no Congresso, mas quem tem medo dos representantes do povo?”
Mello respondeu: “Não tenho medo, apenas reconheço uma realidade e parto de uma premissa maior”, e completou voltando a dizer que a Constituição apenas exige lei para criação e não para extinção de estatais.
O diálogo me lembrou da lei de King Murphy, citada por Roberto Campos: "não estão seguras a vida, a liberdade e a propriedade de ninguém enquanto a legislatura estiver em sessão." Acho que Lewandowski não conhece essa lei ou a conhece muito bem...
O ministro Luis Roberto Barroso foi o quarto a votar, antes dele, Edson Fachin, que trata da ação que suspendeu a venda da TAG, votou com Lewandowski, o relator.
Em seu voto, Barroso abriu o jogo e disse que: “Estamos travando um debate político disfarçado de discussão jurídica, que é a definição de qual deve ser o papel do Estado e quem deve deliberar sobre esse papel no Brasil atual”.
Apesar de o ministro ressalvar que esse seria um debate ideológico subjacente (o que todos sabemos que não é), Barroso acredita que: “nós vamos ter de superar esse fetiche do Estado protagonista de tudo e criar um ambiente com mais sociedade civil, mais livre iniciativa, mais movimento social, menos Estado, e menos governo no Brasil. Salvo para as redes de proteção social a quem precisa e prestação de serviços públicos de qualidade”.
Resumindo a tese do ministro, a ordem natural da Constituição é pela não intervenção do Estado na economia. Tanto é assim que se exige lei específica para autorizar o Estado a subverter essa lógica. Portanto, quando o Estado decide sair da área de atuação econômica, não precisa de autorização legislativa, pois ele apenas estaria seguindo a linha natural ditada pela Constituição.
O voto de Barroso se mostrou ainda mais amplo que o de Alexandre de Moraes, pois para o ministro, até a venda de controle de empresas estatais dispensaria autorização do Legislativo.
Quanto à necessidade ou não de licitação ou leilão, Barroso disse que as operações de venda podem ser realizadas com dispensa de licitação, desde que tenham processo competitivo e que tragam o melhor resultado para a União.
Como exemplo, ele citou o processo envolvendo a TAG, que contou com 87 empresas interessadas na fase inicial e 28 apresentações de propostas até afunilar para os três consórcios que apresentaram ofertas.
Com placar empatado em 2 a 2, o julgamento será retomado nesta quinta-feira, também tem de ser definido e esclarecido qual a repercussão do que será definido.
Quem aderir ao programa de renegociação de dívidas com recursos do FGTS não poderá fazer apostas online por um ano
A redução ou isenção de tarifas para o comércio entre os dois blocos econômicos deve abrir espaço para a expansão de exportação brasileira para a Europa; veja o que está em jogo
Segundo o banco, a autoridade monetária segue comprometida com um ciclo de flexibilização, mas agora sob maior cautela, diante da piora do ambiente inflacionário
Gastos e redução das receitas levarão a dívida, já alta, para patamares acima de 120% do PIB norte-americano no ano que vem, muito superior à média de outros países com a classificação AA
Mega-Sena não saía desde o fim de março e por pouco não passou abril em branco. Bolão ganhador da Quina tinha 50 participantes. Loterias entram em recesso no feriado de hoje e voltam amanhã.
Confira as datas, o reajuste do valor em maio e as regras de recebimento do Gás do Povo, programa social que fornece gás de cozinha a famílias de baixa renda.
Dinheiro referente ao benefício começa a cair em 18 de maio e segue até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600
Banco mantém apetite pelo setor, aposta em carteira “bem defendida” e vê espaço para apoiar produtores em meio a juros altos e margens pressionadas
Cessar-fogo entre EUA e Irã reduziu aversão a risco e deu espaço para alguma recuperação dos ativos; Ibovespa fechou perto da estabilidade
Pesquisa com 178 mil anúncios de imóveis residenciais mostra que morar de aluguel em São Paulo está mais caro do que um ano atrás
Em participação no podcast Touros e Ursos, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, afirma que spreads no crédito provado estão “apertados demais”, não compensam o risco de calote. Ele defende foco em juros reais, com críticas até ao Tesouro IPCA+ e aos prefixados
Mesmo com atualizações automáticas, usuários do Chrome podem permanecer vulneráveis se não atualizarem o navegador
Com ajustes elétricos, bateria interna e USB‑C integrado, a cadeira da Toyota leva tecnologia automotiva ao home office
A chefe é “Mona”, IA do Google que fundou e gerencia a cafeteria — e que é responsável por avaliar funcionários humanos
Coca-Cola quer estar mais presente no consumo diário e espontâneo dos consumidores brasileiros
Lotofácil manteve a fama de loteria “menos difícil” da Caixa na rodada de quarta-feira (29), mas foi superada pela Super Sete, que pagou o prêmio principal pela primeira vez em 2026
O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (04), influenciará o funcionamento dos principais serviços do Brasil
O guia detalha os dias em que os programas sociais são pagos pelo governo à população, feitos periodicamente e sujeitos à mudanças
Empresas de apostas online tiveram faturamento de R$ 2,2 bilhões em janeiro deste ano; pesquisa da FecomercioSP mostra o que está no radar desse mercado
Colegiado evitou antecipar os próximos passos e disse que Selic alta por período prolongado surtiu efeito para a contração da atividade econômica