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2019-04-04T09:14:41-03:00
Estadão Conteúdo
Secretário Especial de Previdência e Trabaho

Marinho diz que clima no Congresso é favorável para reforma da Previdência

Segundo secretário, as críticas que ouviu sobre o projeto vieram apenas dos setores da oposição, “que se sentem atingidos” pelo texto e já atacavam com “chavões” a proposta do governo Temer

25 de fevereiro de 2019
8:40 - atualizado às 9:14
Rogério Marinho
Rogério Marinho - Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, avaliou que há um clima muito favorável no Congresso para o avanço da proposta de reforma da Previdência e se disse otimista de que o governo conseguirá o número necessário de votos para aprová-la.

"Eu nunca vi um momento como esse no Congresso Nacional. Talvez dez a 15 deputados já nos procuraram se colocando à disposição para relatar o projeto", destacou Marinho, em entrevista à Band exibida na madrugada desta segunda-feira, 25.

"(Acredito que) vamos ter sim condições, em breve, de ter uma base confortável para fazer com que o projeto ande na velocidade que se espera".

Marinho defendeu também que o Congresso seja transparente em eventuais modificações que faça no texto apresentado pelo governo federal.

"Na hora que uma categoria é excetuada, colocada de forma diferente das outras, há um custo, um impacto fiscal, e isso precisa ficar muito claro para a sociedade." O secretário destacou, porém, que confia no "espírito público" dos congressistas para enfrentar o problema fiscal.

"Temos convicção de que o resultado será aquele que permitirá o Brasil ter conforto para voltar a crescer e se desenvolver."

Marinho afirmou ainda que, até o momento, as críticas que ouviu sobre o projeto vieram apenas dos setores da oposição, "que se sentem atingidos" pelo texto e já atacavam com "chavões" a proposta do governo Temer. De acordo com ele, predomina hoje a sensação de curiosidade sobre o projeto entre parlamentares.

"O que existe hoje é a dúvida, apesar do nosso esforço de esclarecimento."

Questionado sobre a proposta de mudanças das regras de inatividade dos militares das Forças Armadas, Marinho reafirmou que o texto deve ser enviado até o dia 20 de março, conforme anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. "Todos vão entrar, vão participar. São quatro projetos: a MP 871, que combate a fraude; a PEC 006, que reestrutura todo o sistema; o projeto que melhora a questão da cobrança contra grandes devedores, que ainda não chegou à Câmara e chegará na próxima semana; e a assistência dos militares."

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