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Outubro foi o primeiro mês de retiradas líquidas da poupança após dois meses consecutivos de depósitos

As famílias brasileiras voltaram a retirar recursos na caderneta de poupança em outubro. Dados do Banco Central mostram que, no mês passado, os saques líquidos somaram R$ 247,3 milhões.
Foi o primeiro mês de retiradas líquidas da poupança após dois meses consecutivos de depósitos. Em setembro, haviam sido registrados depósitos líquidos de R$ 8,725 bilhões.
O ano de 2019 tem sido marcado, até o momento, por uma rotatividade nos resultados da poupança. São seis meses de saques líquidos e quatro meses de depósitos.
No acumulado do ano até outubro, a caderneta registra saídas líquidas de R$ 6,310 bilhões. Este resultado está em grande parte ligado ao ambiente de fraqueza da economia e alto desemprego.
Com menos dinheiro para fechar as contas, muitas famílias voltaram a recorrer, em alguns momentos, aos recursos depositados na caderneta para fazer frente às despesas mensais.
Em outubro, os saques brutos somaram R$ 218,362 bilhões, superando os depósitos brutos de R$ 218,115 bilhões. Assim, considerando a saída líquida de R$ 247,256 milhões e o rendimento de R$ 2,849 bilhões visto no mês, o estoque total na caderneta de poupança atingiu R$ 820,572 bilhões no fim de outubro.
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Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros da economia). A Selic, por sua vez, está em 5,00% ao ano, no menor patamar da história.
Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Esta remuneração, mais elevada, deixou de valer em 2017, quando a Selic passou para abaixo do nível de 8,50%.
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