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Boletim divulgado nesta segunda-feira, 8, projeta novamente um PIBinho para 2019
O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 8, estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 0,82%, abaixo da previsão da semana passada, de 0,85%. Essa é a 19ª queda seguida na publicação do Banco Central que reúne estimativas de economistas toda semana. Para 2020, a projeção permanece a mesma da semana passada: 2,20%.
No final de maio, o IBGE confirmou contração do PIB em 0,2% nos três primeiros meses de 2019 na comparação com o último trimestre do ano passado. A última queda do indicador havia ocorrido no quarto trimestre de 2016 e tinha sido de 0,6%. Em valores correntes, o principal indicador da economia brasileira totalizou R$ 1,714 trilhão.
No fim de junho, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,00% para elevação de 0,80%.

No Focus agora divulgado, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,71% para 0,70%. Há um mês, estava em 0,47%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual a quatro semanas antes.
Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 8, que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 6,00% ao ano, ante 7,00% de quatro semanas atrás.
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No dia 19 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela décima vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, vinculou eventuais novos cortes da taxa ao andamento da reforma da Previdência no Congresso. No comunicado sobre a decisão, o BC também disse que a recuperação econômica parou e avaliou que o cenário externo está mais favorável.
IPCA e câmbio
Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2019 e 2020. Para o Focus, a mediana para o IPCA este ano seguiu em alta de 3,80%. Há um mês, estava em 3,89%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,91%. Quatro semanas atrás, estava em 4,00%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.
O relatório também mostra manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,80, valor igual ao visto um mês atrás. Já para o próximo ano, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 3,80, número também igual ao verificado quatro pesquisas atrás.
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2019 de superávit comercial de US$ 50,80 bilhões para superávit de US$ 51,50 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 50,14 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit seguiu em US$ 46,40 bilhões, ante US$ 45,55 bilhões de um mês antes.
O relatório manteve as projeções para o resultado primário do governo em 2019 e 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 1,40%. No caso de 2020, permaneceu em 1,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,30% e 0,90%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 passou de 6,30% para 6,20%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, foi de 6,00% para 5,99%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,38% e 6,10%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
*Com Estadão Conteúdo
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