Menu
2019-05-18T15:14:05-03:00
Polêmica no Zap

‘Não foi crítica ao governo’, diz autor de texto compartilhado por Bolsonaro

O analista da CVM Paulo Portinho assumiu a autoria do texto divulgado por Bolsonaro, no qual destaca pressões de várias “corporações” do Poder

18 de maio de 2019
15:14
O presidente Jair Bolsonaro
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O analista da Comissão de Valores Mobiliários Paulo Portinho assumiu a autoria do texto divulgado nesta sexta, 15, pelo presidente Jair Bolsonaro, no qual destaca pressões de várias "corporações" do Poder. Segundo ele, a mensagem não era uma crítica nem ao governo nem ao Congresso, mas sim a pessoas com "influência no orçamento público".

"Não foi crítica ao governo nem ao Congresso. A única coisa que quis dizer no texto é o que está acontecendo no Brasil, mas não só agora. A impressão que temos é de que as pautas que vão para a eleição só são implementadas se interessam às corporações", afirma Portinho. "Quando falo corporação, não estou generalizando, mas sim falando de pessoas que têm muita influência sobre o orçamento público", afirmou o analista, que foi candidato a vereador em 2016 pelo Novo.

Publicado por Portinho em seu perfil pessoal no Facebook na manhã do último sábado, 11, o texto repercutiu nas redes sociais após Bolsonaro distribuir a mensagem a diversos grupos pelo WhatsApp nesta sexta. Ao compartilhar o texto, o presidente escreveu: "Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões."

Apesar da publicação ter chegado ao Planalto, Portinho afirma não ter vínculos nem conhecer ninguém ligado a Bolsonaro. Defensor de uma pauta liberal na economia, o analista disse ter escrito a análise para comentar sua visão sobre acontecimentos envolvendo a política brasileira, incluindo também os governos FHC, Lula e Dilma.

"A gente vota em uma pauta liberal, mas a impressão que ficamos é que nada do que se fala nas campanhas pode sair. Quando você vê a história do Brasil, a história que se tem é que o que se discute na eleição não é exatamente o que dá para governar", disse Portinho. "E com um governo que tem tantas dificuldades de relacionamento como o governo Bolsonaro, isso fica mais evidente, os atritos são maiores."

"A única coisa que espero, um objetivo pessoal, é que os três Poderes atinjam o nível máximo de racionalidade que eles possam ter. Se não sair a pauta do Bolsonaro, que saia a pauta do Congresso, mas que seja uma pauta que leve o Brasil adiante", afirmou.

Autor de texto foi candidato a vereador pelo Novo

Formando em Engenharia e mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ), Portinho foi candidato a vereador em 2016 pelo Partido Novo, ao qual se filiou em 23 de dezembro de 2012, segundo base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O analista continua filiado ao partido, mas afirma não participar das discussões políticas da sigla.

No pleito daquele ano, Portinho declarou R$ 883,9 mil em bens e teve a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral. Durante a campanha, recebeu duas doações de R$ 500 do diretório municipal do Novo para serviços de consultoria em advocacia e contabilidade. Ao todo, recebeu 602 votos.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Para conter o dólar

BC tem perda de R$ 4,539 bilhões com swap cambial em fevereiro até dia 21

Autoridade monetária registrou prejuízo de R$ 7,615 bilhões com sua posição em swap cambial em janeiro

Em alta

Brasil tem quarta gasolina mais cara da América do Sul, mostra ranking

Preço da gasolina brasileira só não é mais cara que do Uruguai, do Peru e do Chile

De casa nova

Datena vai se filiar ao quarto partido e mantém dúvida sobre candidatura em 2020

Ideia é fazer um ato discreto de filiação na liderança do MDB na Câmara

No azul

Balança comercial tem superávit de US$ 520 milhões na 3ª semana de fevereiro

No mês, saldo é positivo em US$ 1,105 bilhão até o dia 23, 64,5% menor do que o registrado em todo o mês de fevereiro do ano passado

Olho no câmbio

BC: Fluxo cambial total em fevereiro até dia 21 é negativo em US$ 2,321 bi

Brasil encerrou janeiro com saídas líquidas de US$ 384 milhões

Dívida

Tesouro: Dívida Pública Federal fecha janeiro em R$ 4,229 trilhões

Dados foram divulgados nesta quinta-feira; em dezembro, o estoque estava em R$ 4,248 trilhões

Não desceu redondo

‘Sem brilho’: confira como os analistas reagiram ao balanço da Ambev

Apesar de registrar lucro trimestral e anual, resultado demonstra que desafio à frente é grande

mudança no bancão

Brasileiro Sergio Rial é indicado para o conselho da matriz do Santander

Rial faz parte do grupo Santander desde 2015 e deve manter o cargo de presidente do banco no Brasil

após medidas do bc...

Aposta do governo, setor imobiliário tem alta de 16,2% nas concessões em 12 meses

Presidente do BC tem destacado a importância do setor imobiliário para a recuperação da economia brasileira

Efeito coronavírus

Gestores de fundos multimercados reduziram posições mais otimistas, diz pesquisa da XP

Dos gestores consultados pela corretora, 71% tomaram alguma medida de redução de exposição ou aumento de hedge (proteção) após o agravamento do surto do coronavírus

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements