Investidor se mexe e Câmara empurra a porta para queda da Selic
Poupança perde R$ 15 bilhões no semestre, patrimônio dos fundos alcança R$ 5 trilhões e ergue um “Titã” para encarar a dívida pública

A porta para a queda da taxa Selic a 5% ao ano começa a se abrir. Ainda que a aprovação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) sobre a reforma da Previdência, na comissão especial da Câmara, pareça mais uma fresta do que exatamente uma porta, o caminho está sendo percorrido e o prazo indicado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a chancela do Plenário para a reforma está sendo cumprido.
Mantido o ritmo frenético dos últimos dois dias, o projeto do governo tem grande chance de chegar ao Plenário na semana que vem e ser aprovado, ainda que em 1º turno, antes do recesso parlamentar.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta tarde, em São Paulo, espera a aprovação da reforma nos dois turnos no Plenário da Câmara ainda antes do recesso parlamentar.
Isso feito, a retomada do ciclo de corte da taxa básica de juro estará bem mais próxima, uma vez que o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e os documentos recém-publicados pela instituição atrelaram a redução da Selic à aprovação da reforma das aposentadorias. Mas não é só isso.
Se Campos Neto perseguir um alinhamento da política do “BC do B” às políticas monetárias das principais economias, não tem saída: a Selic cai e logo. Na palestra realizada no evento promovido hoje pela XP Investimentos, o primeiro gráfico da apresentação de Campos Neto fala pelo presidente do BC – explicita sem rodeios as taxas de juros praticadas nos EUA, Reino Unido e Europa e a expectativa dos mercados. Todas as taxas caem fortemente.
Leia Também
A Selic está há mais de um ano a 6,50% e a expectativa de que poderá descer mais alguns degraus é crescente. Já é considerada pelos maiores bancos do país.
Será que os ventos fortes do juro baixo (ainda mais baixo) começa a incomodar os poupadores? Tomara!
Esse seria um excelente motivo para explicar o resgate líquido de quase R$ 15 bilhões das cadernetas no primeiro semestre deste ano. Um péssimo motivo seria a necessidade de pequenos poupadores de compor orçamentos depauperados pela taxa teimosamente elevada de desemprego.
No primeiro semestre do ano, a poupança ficou na lanterna das aplicações financeiras com retorno positivo. O investimento mais conservador do mercado foi acompanhado (no 1º semestre) pelos ativos atrelados ao CDI, taxa de juros próxima da Selic, que permanece na sua mínima histórica de 6,50% ao ano, lembra a repórter Julia Wiltgen.
Hoje, o BC informou que os saques superaram os depósitos em R$ 14,499 bilhões, praticamente o dobro dos R$ 7,350 bilhões de retirada líquida no primeiro semestre de 2018. O saldo total da poupança atingiu R$ 800,647 bilhões ao final de junho.
Em outra ponta do mercado, que oferece rentabilidade mais atraente ao investidor, os fundos de investimento registraram captação líquida – entrada de recursos descontados os resgates – de R$ 130,8 bilhões também no primeiro semestre. Esse montante é quase três vezes maior que o visto no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 45,6 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O patrimônio líquido da indústria em junho ficou em R$ 5 trilhões, aumento de 8,2% em relação ao visto em dezembro do ano passado. O número de fundos alcançou 17.905, alta de 4,2% na mesma base de comparação. O número de contas subiu 4,6%, para 16,4 milhões.
No Brasil, os “Titãs” à altura de uma boa luta são os fundos de investimento e a dívida mobiliária federal. São estoques de R$ 5 trilhões de cada lado -- incluindo na fatura da dívida pública as “operações compromissadas” do BC com o mercado. Essas operações correspondem à venda temporárias de títulos federais da carteira do BC atrelados a compromissos de recompra em datas previamente agendadas.
Esse empate R$ 5 trilhões x R$ 5 trilhões é simbólico. Há dupla contagem de estoque, uma vez que os fundos de investimento são os maiores compradores de títulos públicos federais. Em maio, dados mais recentes divulgados pelo Tesouro, os fundos carregavam em suas carteiras R$ 992,8 bilhões, os fundos de previdência R$ 927,4 bilhões, as instituições financeiras R$ 821,7 bilhões, investidores estrangeiros R$ 476,04 bilhões, governo R$ 151,99 bilhões, seguradoras R$ 151,67 bilhões e outros R$ 213,69 bilhões. O estoque das “operações compromissadas” do BC somam, neste início de julho, pouco mais de R$ 1,2 trilhão
ELEIÇÕES 2026
Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados no 2º turno com distância de 2 pontos, segundo Datafolha
17 de setembro de 2026 - 19:49ELEIÇÕES 2026
Ressaca do STF: como os presidenciáveis reagiram ao dia seguinte da sessão turbulenta
16 de setembro de 2026 - 19:45UM DIA (QUASE) HISTÓRICO
Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF
15 de setembro de 2026 - 19:57ELEIÇÕES 2026
Lula amplia vantagem e volta a ficar numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
14 de setembro de 2026 - 9:20DE CABEÇA PARA BAIXO?
Brasil no centro e sul no topo: novos mapas-múndi lançados pelo IBGE desafiam convenções cartográficas
12 de setembro de 2026 - 14:00Conteúdo Market Makers
Eleições 2026: Rali do Ibovespa ‘voltou à mesa’ com crescimento de Bolsonaro e Cury, avalia analista
12 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Com vantagem menor no 1º turno, Lula vê empate técnico com Flávio Bolsonaro persistir no 2º turno, diz Datafolha
11 de setembro de 2026 - 19:32TENSÃO ESQUENTOU
Crise no STF: com julgamento de Moraes na porta, Mendonça derruba sigilo do caso Master a pedido de Fachin
11 de setembro de 2026 - 9:04ELEIÇÕES 2026
Dia quente na política: empate nas pesquisas, decisões do TSE, internação de candidato e as revelações de Augusto Cury
10 de setembro de 2026 - 19:52O DIA NA POLÍTICA
Fachin intervém para conter crise no STF e tira Moraes do inquérito das fake news
9 de setembro de 2026 - 18:36ELEIÇÕES 2026
Afastamento na PF, silêncio de Lula e reação dos presidenciáveis: o resumo político do dia
8 de setembro de 2026 - 19:50ELEIÇÕES 2026
Após crise no STF: Flávio Bolsonaro e Augusto Cury passam numericamente o presidente pela primeira vez, mostra pesquisa BTG Pactual/Nexus
8 de setembro de 2026 - 10:33ELEIÇÕES 2026
Primeira pesquisa Quaest após crise no STF mostra Lula com 36% e Flávio com 29% no 1º turno; disputa segue acirrada no 2º turno
7 de setembro de 2026 - 18:51SÍMBOLOS NACIONAIS
Dia da Independência do Brasil: a introdução desconhecida do Hino Nacional e a canção composta por D. Pedro I
7 de setembro de 2026 - 17:00Conteúdo Market Makers
Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?
6 de setembro de 2026 - 9:00ELEIÇÕES 2026
Lula ironiza ingerência de Trump, Flávio acena a Tarcísio para 2030 e Caiado defende reforma no STF; confira o dia dos candidatos
4 de setembro de 2026 - 19:48ELEIÇÕES 2026
Datafolha: Lula lidera 1º turno e vence cenários de 2º turno, mas vê vantagem sobre Flávio Bolsonaro encurtar
3 de setembro de 2026 - 19:38O DIA NA POLÍTICA
Caso Master-Moraes segue reverberando nas eleições, a cautela de Lula e a batalha pelo voto feminino
3 de setembro de 2026 - 19:03ELEIÇÕES 2026
Ruído no STF traz volatilidade, mas UBS BB vê corrida presidencial aberta e polarização intacta
3 de setembro de 2026 - 13:41ELEIÇÕES 2026