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Mercado financeiro espera IPCA ao final de 2019 em 3,44%; previsão para o câmbio foi elevada para R$ 3,95 este ano e PIB permanece em 0,87%
O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 23, estima que o IPCA - o índice oficial de preços - para este ano fique em 3,44%, ante 3,45% esperado na semana passada. Há um mês, estava em 3,65%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 3,80%. Quatro semanas atrás, estava em 3,85%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% e 3,50%, respectivamente.
A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%).
Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções mais recentes para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2019 está em 3,3%. No caso de 2020, está em 3,6%.
Em 6 de setembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou 0,11% em agosto. No ano, a taxa acumulada é de 2,54% e, em 12 meses até agosto, de 3,43%.
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No Focus agora divulgado, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 seguiu em 3,40%. Para 2020, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,73%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,51% e 3,90%, nesta ordem.
A previsão do Focus para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,90 para R$ 3,95. Para 2020, permaneceu em R$ 3,90.
Já a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 0,87% em 2019. A estimativa para 2020 permanece em 2%. Quatro semanas atrás, estava em 2,10%.
No fim de agosto, o IBGE informou que o PIB do segundo trimestre de 2019 subiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre.
No fim de junho, o BC havia atualizado, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%. Esta projeção será novamente atualizada na próxima quinta-feira, também pelo RTI.
No Focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2019 passou de baixa de 0,47% para retração de 0,53%. Há um mês, estava em alta de 0,08%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,48% para 2,29%, ante 2,50% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 foi de 56,10% para 56,05%. Há um mês, estava em 56,39%. Para 2020, a expectativa passou de 58,30% para 58,00%, ante 58,50% de um mês atrás.
*Com Estadão Conteúdo
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