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Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,3% na passagem de agosto para setembro, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No terceiro trimestre, a atividade teve ligeira alta de 0,1% em relação ao segundo trimestre do ano. Na comparação com setembro do ano passado, a economia cresceu 2,1% em setembro deste ano.
Em relação ao terceiro trimestre de 2018, houve expansão de 0,9% no terceiro trimestre de 2019.
Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,9% no terceiro trimestre em comparação ao mesmo trimestre de 2018. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) aumentou 2,5%. As exportações recuaram 4,7%, enquanto as importações avançaram 2,1%.
"O crescimento da economia no terceiro trimestre, pelo lado da oferta, é resultado do bom desempenho registrado na agropecuária, indústria (exceto transformação) e serviços (exceto transportes e intermediação financeira). Pelo lado da demanda destaca-se a formação bruta de capital fixo com todos seus componentes positivos inclusive a construção. Enquanto a indústria de transformação estagnou no terceiro trimestre, a exportação apresentou a terceira queda consecutiva. O desempenho da exportação é explicado, de forma geral, pela desaceleração da economia mundial e, de maneira específica pela retração da economia argentina, importante parceira comercial do Brasil", justificou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.
O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
Os resultados do terceiro trimestre são calculados de maneira diferente das demais divulgações do indicador, devido à divulgação, em novembro, do Sistema de Contas Nacionais de 2017, com o desempenho definitivo do PIB daquele ano. A próxima divulgação do PIB trimestral pelo IBGE, em 3 de dezembro, incorporará o resultado anual atualizado recém-divulgados do PIB de 2017, o que deve motivar revisões no crescimento de 2018 e nos resultados trimestrais a partir de então, lembrou a FGV.
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"Na busca de antecipar essas alterações, a despeito das limitações deste exercício, o Monitor do PIB-FGV estima que a taxa de crescimento do PIB de 2018 será revista para cima (de 1,1% para 1,4%), e estima também novos resultados trimestrais para 2018 e 2019", observou o Ibre/FGV, em nota.
O Monitor do PIB revisou para cima o crescimento da economia em todos os trimestres nos últimos dois anos e meio, a partir da incorporação do resultado definitivo de 2017. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a taxa de crescimento do PIB passou a 0,7% no primeiro trimestre deste ano (ante uma alta divulgada de 0,5%) e 1,3% no segundo trimestre (ante aumento divulgado de 1,0%).
Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 5,395 trilhões, em valores correntes, no acumulado de janeiro a setembro de 2019.
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