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Focus

Mercado projeta alta do PIB menor para 2019

O resultado diferente do esperado é fruto do recálculo que precisou ser feito após a divulgação do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta-feira (28)

PIB

Ao contrário do que era esperado, o Relatório de Mercado Focus divulgado hoje (6) pelo Banco Central mostrou que a expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) está mais baixa e a mediana passou de 2,48% para 2,30%. Cerca de quatro semanas atrás, a estimativa de crescimento era de 2,50%.

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O resultado é fruto do recálculo que precisou ser feito após a divulgação do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta-feira (28). Na ocasião, o documento mostrou que o PIB cresceu 1,1% em 2018. Já no quarto trimestre do ano passado, houve alta de 0,1% em relação ao período anterior.

O mercado também alterou a previsão de alta do crescimento para 2020 para um valor um pouco mais alto. Com isso, o ponto-médio passou de 2,65% para 2,70%. Antes, a previsão estava em 2,50%.

Inflação

No quesito IPCA, o mercado preferiu manter a previsão em 2019 e 2020. A mediana seguiu em alta de 3,85%, e a projeção para 2020 permaneceu em 4,00%.

O relatório também não alterou a projeção daqui a dois (2021) e três anos (2022), que se manteve em 3,75%.

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A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25% com margem de tolerância de 1,5 ponto (índice entre 2,50% e 5,75%). Já em 2020, a meta é de 4% e margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). Em 2021, a meta é de 3,75% e margem é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

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No grupo de economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação oficial também ficou parada, em 3,86% para 2019 e 4,00% para 2020. Já no ano subsequente, a pesquisa indicou alta na previsão para a inflação, de 4,01% para 4,04%. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 4,25% em 2019, 4% em 2020 e 3,75% no ano seguinte. Todos com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

O mercado também optou por manter a mediana das suas projeções para a taxa básica de juros (Selic) para o fim deste ano em 6,50% ao ano. As estimativas para a Selic no fim de 2020, 2021 e 2022 seguiram a mesma linha e mantiveram-se inalteradas em 8,00%.

No grupo de economistas que mais acertam as projeções de médio prazo, a mediana da Selic em 2019 vai continuar em 6,50% ao ano, assim como as taxas básicas de 2020, 2021 e 2022 devem permanecer em 8,00%.

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Câmbio

A mediana das estimativas para o dólar no fim de 2019 foi mantida em R$ 3,70 entre os economistas em geral. Já para os economistas conhecidos como Top 5 de médio prazo, a moeda norte-americana deve chegar a R$ 3,80. Para o ano subsequente, o ponto-médio das projeções seguiu em R$ 3,75 entre os economistas do mercado em geral e R$ 3,78 entre os campeões de acertos.

Relação Déficit Primário/PIB

O Focus apresentou ainda uma leve alteração nas projeções para o resultado primário do governo em 2019. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi de 1,35% para 1,37%. No caso de 2020, permaneceu em 0,70%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,40% e 0,64%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 passou de 6,30% para 6,33%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, seguiu em 5,95%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,35% e 5,95%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

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*Com Estadão Conteúdo.

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