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Esperando pela nova Previdência

FMI reduz projeção do PIB do Brasil em 2019 e espera um crescimento maior em 2020, após Previdência

Fundo também avaliou impacto do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) e apresentou projeções para a economia mundial

O ministro da economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção do PIB do Brasil, em 2019: de 2,5% para 2,1%. Mas elevou de 2,2% para 2,5% no próximo ano.

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A projeção é feita com base na crença de que a reforma da Previdência deve colaborar para uma expansão do PIB em 2020.

Segundo reportagem do Broadcast, serviço em tempo real do jornal O Estado de S. Paulo, que ouviu a diretora do departamento econômico e economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, a redução nas expectativas para 2019 se deve, entre outras coisas, ao atraso das reformas — sendo a da Previdência a principal.

"As reformas fiscais, como a da Previdência Social, são importantes para evitar a expansão da dívida pública”, destacou Gita. Os comentários foram feitos na apresentação dos principais temas do relatório Perspectiva Econômica Mundial.

Economia mundial em desaceleração

Gopinath, afirmou que 70% da economia mundial devem desacelerar neste ano. Ela disse que espera alguma retomada do crescimento no segundo semestre, sem pressões inflacionárias.

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A economista avalia que o crescimento mundial deve retomar a marca de 3,6% em 2020 e que, após isso, a expansão da economia global deve se estabilizar ao redor de 3,5%.

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Quanto ao mercados emergentes, Gita projeta que esse conjunto de países deve ter um "crescimento estável ao redor de 5% a partir de 2020".

Efeitos de Brumadinho

O FMI também avaliou os efeitos do colapso da barragem da Vale em Brumadinho (MG)  na indústria de minério de ferro. Em relatório, o fundo diz que a tragédia terá ramificações para a indústria, que pode experimentar uma parada prolongada das operações em algumas minas de minério de ferro e uma desaceleração de novos projetos.

O FMI observa que o rompimento da barragem, que ocorreu dia 25 de janeiro, já afetou o mercado internacional de metais, provocando "aumento acentuado" nos preços do minério de ferro. Entre fevereiro deste ano e agosto do ano passado, as cotações subiram 28,8% por problemas na oferta nas maiores mineradoras do mundo.

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Além da barragem da Vale em Minas Gerais, o FMI menciona ainda um descarrilamento de um trem da mineradora BHP em novembro de 2018 e um incêndio em um terminal de exportações da Rio Tinto em janeiro.

O FMI estima que seu índice de metais de base deve ter alta de 2,4% em 2019, mas em 2020 deve cair 2,2%. Sobre as previsões para seu índice de metais, o Fundo alerta que uma desaceleração mais rápida da economia mundial e uma diminuição do crescimento da China podem levar a revisões para baixo no número. Já um aumento da demanda pela China pode provocar elevação da estimativa.

Ao final de 2018, o índice de metais de base havia caído ao menor nível em 16 meses por conta da desaceleração da economia mundial, sobretudo na China, e tensões no comércio internacional.

 

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*Com informações do Estado de S. Paulo

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