CNI reduz projeção de alta do PIB industrial de 1,1% para 0,4% em 2019
Para a entidade, a economia crescerá neste ano 0,9% ante a previsão anterior, de abril, de uma expansão de 2%

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu as estimativas para o crescimento da economia e da indústria brasileiras em 2019. Para a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá neste ano 0,9% ante a previsão anterior, de abril, de uma expansão de 2%. Já o PIB industrial terá uma alta de apenas 0,4%, segundo as novas estimativas, abaixo do 1,1% previsto no primeiro trimestre. "É um resultado decepcionante. A economia mantém-se muito próxima da estagnação desde o fim da crise", diz o Informe Conjuntural do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira pela CNI.
De acordo com documento, uma série de fatores vem impedindo a recuperação mais rápida da indústria. Entre eles, a baixa demanda doméstica e até mesmo externa. Essa falta de demanda vem gerando acúmulo de estoques, destaca a CNI.
O Informe traz uma redução na previsão de crescimento do consumo das famílias para este ano, de 2,2% para 1,5%. A estimativa para o aumento do investimento caiu de 4,9% em abril para 2,1% agora. A entidade prevê ainda que a taxa de desemprego continuará alta e atingirá 12,1% da força de trabalho. "O consumo não reage, o investimento continua travado e as exportações apresentam dificuldades. Portanto, as fontes privadas de demanda seguem sem capacidade de promover a necessária reativação da economia", afirma o Informe Conjuntural.
No documento, a CNI destaca que o segundo trimestre do ano trouxe nova frustração quando ao crescimento da economia. "Os dados disponíveis até o momento sugerem estabilidade ou, na melhor das hipóteses, um crescimento de 0,2% frente ao primeiro trimestre. Os dados preliminares de junho, em especial, consolidam a redução das expectativas para o trimestre e contaminam as expectativas para o trimestre seguinte", diz o Informe.
Para a entidade, a liberação de parte dos recursos das contas do FGTS pode impulsionar o consumo, mas não é uma solução única. "Não é uma solução única para reativar o consumo, mas irá contribuir no curto prazo enquanto as medidas mais estruturais se materializam", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.
A indústria sugere ainda que o governo adote outras medidas para estimular a demanda no curto prazo, como a redução de juros e o estímulo ao crédito. "A queda dos juros é mais importante no curto prazo, pois seus efeitos já se farão sentir na cadeia de financiamento. Não faz sentido manter a taxa de juros se a economia se encontra estagnada e não há pressões de inflação", completa Azevedo em nota divulgada pela CNI.
Leia Também
Lotofácil acumula no penúltimo sorteio antes de parar para concurso especial de Independência valendo R$ 300 milhões
INSS e BPC/LOAS setembro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
A CNI destaca ainda a necessidade dessas medidas de curto prazo serem complementadas com ações estruturais para a economia retomar o crescimento sustentado. Essa agenda inclui, segundo a entidade, a conclusão da aprovação da reforma da Previdência, a reforma tributária, os avanços nas privatizações e o aperfeiçoamento dos marcos regulatórios.
Previsões
O Informe Conjuntural traz ainda previsão para os juros básicos da economia ao final de 2019. A taxa de juros, atualmente em 6,5% ao ano, deve ser reduzida já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, marcada para os dias 30 e 31 de julho, na avaliação da CNI. A entidade prevê que a taxa de juros feche 2019 em 5,25% ao ano. "A inflação baixa, o fraco desempenho da economia, a valorização do real frente ao dólar e o movimento global de redução dos juros permitirão um novo ciclo de cortes na taxa Selic", destaca a CNI.
A entidade também prevê que a dívida bruta do setor público atingirá 79,2% do PIB. Para o dólar, as projeções da CNI apontam para uma taxa de câmbio de R$ 3,75 em dezembro. "A aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno reduziu as incertezas e ajudou a estabilizar o câmbio", afirma.
A expectativa para o saldo da balança comercial neste ano é de um superávit de US$ 48 bilhões, ante uma projeção de US$ 45 bilhões de abril.
ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3777 e Dia de Sorte 1287 fazem novos milionários; Mega-Sena 3052 acumula e prêmio vai a R$ 41 milhões
2 de setembro de 2026 - 6:53CALENDÁRIO DE BENEFÍCIOS
PIS/Pasep acabou? Veja se haverá pagamento em setembro e quando os depósitos retornam
2 de setembro de 2026 - 5:19FITCH NO BRASIL 2026
CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores
1 de setembro de 2026 - 16:55INVESTIMENTO NO AGRO
Até 97% do CDI, isento de IR e com renda mensal: como funciona o Fiagro do BTG que pode captar até R$ 20 bilhões
1 de setembro de 2026 - 11:16GALINHA DOS OVOS DE OURO
Quem é o “Rei do Ovo”, novo membro do Top 10 da lista de bilionários da Forbes e empresário por trás dos ovos da Gracyanne Barbosa
1 de setembro de 2026 - 10:45NA CIDADE MARAVILHOSA
Lotofácil 3776 premia bolão carioca com valor milionário no último sorteio de agosto; Mega-Sena entra em setembro acumulada em R$ 36 milhões
1 de setembro de 2026 - 7:07PROGRAMAS SOCIAIS
Bolsa Família setembro 2026: veja quando começam os pagamentos e quem poderá se beneficiar
1 de setembro de 2026 - 5:39JORNADA DE TRABALHO
Em semana de decisão da escala 6×1, estudo da CNI diz que Brasil vai levar até 30 anos para recuperar produtividade
31 de agosto de 2026 - 19:25BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
O que precisa acontecer para os juros caírem no Brasil? Grandes mentes do BTG Pactual apontam o caminho
31 de agosto de 2026 - 19:01MACRO DAY 2026
Brasil está sendo “massacrado” na corrida por inteligência artificial e pode voltar à condição de colônia, alerta ex-Microsoft
31 de agosto de 2026 - 17:15LINHA DE PRODUÇÃO
Fábrica de fortunas: herdeira da WEG é a bilionária mais jovem do mundo segundo a Forbes
31 de agosto de 2026 - 13:05MACRO DAY 2026
O que falta para o ajuste fiscal? Alckmin põe parte da culpa no Banco Central
31 de agosto de 2026 - 12:30MACRO DAY 2026
Efeito de 30 programas sociais: André Esteves, do BTG, diz qual é o remédio que pode levar Selic a 7% ao ano
31 de agosto de 2026 - 11:15ÚLTIMO LOTE REGULAR
Receita Federal libera R$ 1,24 bilhão: veja se você está entre os 522 mil que recebem hoje a restituição do imposto de renda
31 de agosto de 2026 - 9:01O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Vender ou alugar o imóvel, o prejuízo do dinheiro parado, IPO da Shein, e o que mais move os mercados
31 de agosto de 2026 - 8:16PRÊMIOS MILIONÁRIOS
R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência aparecem no horizonte das loterias e ofuscam Mega-Sena e +Milionária
31 de agosto de 2026 - 7:01ATENÇÃO, ESTUDANTES!
Pé-de-Meia setembro 2026: veja quem recebe a sexta parcela e as datas de depósito
31 de agosto de 2026 - 5:06QUESTÕES POLÍTICAS
A Selic pode terminar 2027 em 9,75% ao ano… ou subir para 15,5% — e o que vai definir a taxa não é a economia
30 de agosto de 2026 - 16:18NOBEL CONTROVERSO
Egas Moniz, o médico que ganhou um Prêmio Nobel por fazer 12 furos no cérebro dos pacientes
30 de agosto de 2026 - 10:03Conteúdo Empiricus