Petrobras volta atrás e adia reajuste do diesel; ADRs operam em baixa de 4,68% no pré-mercado em NY
No mês passado, empresava havia anunciado que os preços do diesel nas refinarias, que correspondem a cerca de 54% do total pago pelo consumidor, passariam a ser reajustados "por períodos não inferiores a 15 dias"

O dia não começou bem para a Petrobras, graças ao anúncio que a empresa fez ontem a noite, 11. Horas depois de dizer que aumentaria o preço do diesel, a estatal voltou atrás e informou que manteria "por mais alguns dias" o valor praticado desde 26 de março.
Os sinais de interferência na política de preços da Petrobras pesou nos recibos de ações (ADR), que, no pré-mercado em Nova York, operavam em baixa de 4,68%.
No mês passado, diante do risco de nova greve dos caminhoneiros, a empresa anunciou que os preços do diesel nas refinarias, que correspondem a cerca de 54% do total pago pelo consumidor, passarão a ser reajustados "por períodos não inferiores a 15 dias".
A estatal informou também, à época, que "continuará a utilizar mecanismos de proteção, como o hedge com o emprego de derivativos, cujo objetivo é preservar a rentabilidade de suas operações de refino".
Nesta quinta, exatos 15 dias úteis depois do anúncio, a Petrobras anunciou reajuste de 5,7%. O litro passaria de R$ 2,1432 para R$ 2,2662.
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A alta seria a maior desde que os presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da petroleira, Roberto Castello Branco, assumiram os cargos. Até então, a maior alta havia sido de 3,5%, registrada em 23 de fevereiro. Com exceção desses dois casos, os preços variaram em intervalos de 1% a 2,5%.
À noite, no entanto, a Petrobras divulgou nota afirmando que "em consonância com sua estratégia para os reajustes dos preços do diesel divulgada em 25/3/2019, revisitou sua posição de hedge e avaliou ao longo do dia, com o fechamento do mercado, que há margem para espaçar mais alguns dias o reajuste no diesel".
A empresa afirmou ainda que manterá o alinhamento com o Preço de Paridade Internacional (PPI). A nota não dá outras informações sobre os motivos que levaram ao adiamento do reajuste.
*Com Estadão Conteúdo
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