Menu
2019-10-21T10:25:15-03:00
Larissa Santos
Safra de resultados

Começou a temporada! Petrobras, Vale e Lojas Renner divulgam balanços nesta semana

Nada menos que oito empresas que fazem parte do Ibovespa divulgam resultados do terceiro trimestre até sexta-feira. A rodada começa na quarta com Localiza e Weg. Os números de Vale, Fleury, Petrobras e Lojas Renner saem no dia seguinte e a semana fecha com Hypera e Usiminas. Saiba o que esperar dos balanços

21 de outubro de 2019
5:54 - atualizado às 10:25
Empresas da semana
Imagem: Andrei Morais/Larissa Santo

Mais um trimestre se passou e entramos na reta final de 2019. Mas ainda é tempo de resgatar aquela lista de metas de ano novo não cumpridas e começar um projeto que ficou para depois. Se investir na bolsa está nos seus objetivos, vale a pena ficar atento aos balanços do terceiro trimestre das empresas, que começam a ser divulgados nesta semana.

Para quem cumpriu a meta e colocou um pé no mercado de ações, é mais importante ainda ficar atento, já que os balanços costumam apontar tendências do que pode acontecer com as cotações dos papéis.

E não é porque está começando que será uma partida morna. Nada menos que oito empresas que fazem parte do Ibovespa divulgam resultados na primeira semana. No primeiro dia, 23, Localiza e Weg estreiam a rodada, seguidas de Vale, Fleury, Petrobras e Lojas Renner no dia seguinte, 24. A semana fecha com Hypera e Usiminas, na sexta-feira, 25.

Junto com as datas, reunimos as projeções de analistas do mercado financeiro compiladas pela Bloomberg, para você poder preparar o coração para o que vem por aí.

A seguir eu conto mais sobre as três empresas "headliners" da semana e o que esperar dos resultados. Você não vai perder os grandes shows do festival, né?

Surfando no petróleo árabe

Para começar a se programar sobre o trimestre da Petrobras, é necessário se atentar na atual crise do petróleo. No dia 14 de setembro deste ano, o campo petrolífero de Khurais e o fábrica de processamento e petróleo em Abqaiq, ambos da empresa saudita Samco foram atacados por drones.

Com os ataques, a Arábia Saudita anunciou que reduziria sua produção de petróleo pela metade. Os país árabe é o maior produtor mundial do óleo, com 8% da valor mundial. Foi ai que a Petrobras viu sua hora de brilhar.

Na segunda-feira seguinte, 16 de setembro, o preço do petróleo disparou na bolsa. As ações da estatal subiram na esteira.

Analistas e operadores ressaltam, no entanto, que há dúvidas quanto à capacidade de a Petrobras repassar o aumento nos preços do petróleo. No passado recente, altas no valor dos combustíveis provocaram reações negativas por parte da sociedade e culminaram na greve dos caminhoneiros que parou o país em 2018. Entenda melhor nesta matéria aqui.

Outro destaque da Petrobras foi a produção de óleo e LGN, que atingiu 2,264 milhões de barris por dia (bpd), o que representa uma alta de 16,9% ante os 1,937 milhões de bpd no mesmo trimestre de 2018.

A estatal conseguiu bater novos recordes de produção diários, deixando para trás as dificuldades enfrentadas no trimestre anterior em algumas áreas de produção e reforçando sua perspectiva para 2019.

O programa de venda de ativos também tem ajudado a turbinar os resultados da Petrobras. No trimestre passado, a privatização de subsidiárias rendeu R$ 21,2 bilhões aos cofres da companhia. No período, a empresa fechou uma grande negociação para se desfazer da Transportadora Associada de Gás (TAG).

Confira a seguir a estimativa média dos analistas para os resultados da estatal:

Entre China e Brumadinho

O resultado trimestral da Vale deve gravitar em torno de dois grandes fatores: o PIB chinês e as consequências da tragédia de Brumadinho.

Enquanto a Petrobras surfa na crise de fora, a mineradora sofre com os respingos da gringa. Mais precisamente da China, grande comprador dos produtos da empresa e que sofre as consequências da guerra comercial com os Estados Unidos.

Na última quinta-feira, 17, o governo chines divulgou que o PIB deve crescer 6% em base anual, o menor já visto desde 1992. A leitura marca o ritmo mais lento de crescimento da economia, influenciando a longo prazo as importações do gigante asiático.

Em linhas gerais, o minério de ferro passou por dois momentos distintos neste ano: de janeiro a julho, a commodity teve uma forte valorização, chegando a superar a marca de US$ 120 a tonelada. Mas, desde então, um intenso movimento de correção atingiu esse mercado.

No fim de agosto, o minério era negociado em níveis próximos a US$ 80, recuperou parte do terreno perdido e voltou a valer cerca de US$ 99, mas, ainda assim, acumula perdas de mais de 15% em relação ao pico de 2019.

Essa mudança nos preços, como já foi dito acima, possui estreita relação com o acirramento da guerra comercial e os temores de desaceleração econômica global. Mas, no caso da Vale, há outros agravantes.

Pode ser que a lama tenha secado no interior de Minas, mas as perdas humanas, de fauna e flora ainda se refletem para a mineradora.

No primeiro trimestre deste ano, a Vale precisou fazer uma provisão de US$ 4,5 bilhões no balanço em função de multas ambientais, processos, acordos e outros fatores relacionados a Brumadinho. Com isso, a mineradora teve um prejuízo líquido de US$ 1,642 bilhão entre janeiro e março.

No segundo trimestre, mais US$ 1,374 bilhão foi provisionado em função da tragédia — o prejuízo líquido ficou em US$ 133 milhões no período.

A retomada das operações de Brucutu e o retorno parcial das operações de processamento a seco no Complexo de Vargem Grande, paralisadas depois do desastre de Brumadinho, contribuíram para uma melhora na produção deste trimestre.

No documento, a Vale reafirmou que espera retomar a produção remanescente de aproximadamente 50 milhões de toneladas de minério até o final de 2021.

A produção de minério da Vale neste trimestre atingiu 86,7 milhões de toneladas. O volume representa a queda de 17,4% em relação ao mesmo trimestre de 2018, porém uma alta de 35,4% em relação ao segundo trimestre deste ano.

Vale lembrar que, em relação ao ano passado, o valor do minério de ferro se mantém maior, mesmo com a nova estabilização. O aumento da produção e volta das operações em outras mineradoras meses depois da catástrofe contribuem para que o resultado deste trimestre seja positivo em relação a 2018.

Confira as projeções dos analistas para o trimestre, de acordo com a Bloomberg:

A menina dos olhos vai ter companhia

Depois de 15 anos reinando como a queridinha dos investidores na bolsa entre as empresas de varejo de moda, a Lojas Renner está para ganhar uma nova companhia. A C&A está no meio do processo para abrir o capital e, se tudo der certo, deve estrear suas ações na B3 no dia 28 de outubro.

A Renner divulga os resultados do terceiro trimestre poucos dias antes, na próxima quinta-feira. A empresa passa por uma nova fase com a saída de José Galló do comando e a entrada de de Fabio Faccio.

Com a entrada da C&A na bolsa, analistas e investidores devem começar a comparar trimestre a trimestre os resultados das duas varejistas. As ações da Lojas Renner são consideradas caras por parte do mercado, mas os defensores da companhia dizem que o histórico de resultados consistentes justifica o prêmio dado aos papéis na bolsa.

Confira a seguir a projeção para as principais linhas do balanço da Lojas Renner no terceiro trimestre:

Manda mais

Mais cinco empresas também divulgam seus balanços nesta semana. Confira a tabela com as projeções e comparações para o trimestre:

 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

COLUNA DO PAI RICO PAI POBRE

3 passos para sobreviver à crise atual no mercado

Um investidor inteligente com educação financeira se concentra menos no que não pode ser controlado — o preço, por exemplo — e mais no que pode ser controlado, como as taxas de juros fixas e as taxas de retorno.

Acabou a crise?

A maldição de maio não pegou de novo: bolsa foi o melhor investimento do mês, e dólar foi o pior

Pelo segundo ano consecutivo, a máxima “sell in may and go away” não se fez valer. Ativos de risco se saíram bem em maio, mas títulos públicos de longo prazo e o dólar tiveram desempenho negativo

Covid no Brasil

Brasil chega a 465,1 mil casos por coronavírus e 27,8 mil mortes

Do total de casos confirmados, 189.476 pacientes foram recuperados

Agência de telecomunicações

Anatel acata decisão judicial e aprova regra que retira sigilo de ligações

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou a questão ontem, 28, em cumprimento a uma decisão da Justiça Federal do Sergipe

seu dinheiro na sua noite

Adam Smith e o PIB da pandemia

A economia funciona desta forma: a produção de bens e serviços só existe em função do consumo. Essa conclusão não é minha, é claro, mas de Adam Smith. Citar o “pai” do liberalismo em um raro momento de consenso sobre a necessidade de maior atuação do Estado para conter os efeitos do coronavírus na economia […]

De novo

CVC adia mais uam vez entrega do balanço do quarto trimestre de 2019

A operadora e agência de viagens CVC informou nesta sexta-feira, 29, que as suas demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2019 só devem ser apresentadas até 31 de julho

Auxílio emergencial

Caixa abre mais de 2 mil agências no sábado

Por enquanto, apenas quem recebeu a primeira parcela até 30 de abril e nasceu em janeiro pode sacar o valor

Saldo positivo

Após muita volatilidade, dólar acumula queda de 1,83% em maio; Ibovespa sobe 8,57% no mês

Uma suavização nos fatores de risco domésticos e globais permitiu que o dólar se despressurizasse em maio e levou o Ibovespa de volta aos 87 mil pontos

Presidente da Câmara

Maia rechaça aumento de impostos para suprir queda na receita e defende reformas

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que considera difícil qualquer tipo de aumento na carga tributária para compensar a queda de receita pública por causa da pandemia de covid-19

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements