“O nosso desafio agora é a Eletrobras e a quebra do monopólio da Casa da Moeda”, destaca Salim Mattar
Em sua fala, o secretário falou que "o governo tem R$ 12 bilhões, mas que não deveria usar o montante para expandir a elétrica e sim para áreas que precisam mais. É um contrassenso em um país com problemas de falta de gases em hospitais, por exemplo"

Com o texto da reforma da Previdência a caminho do Senado, outro assunto que volta a chamar a atenção é o tema das privatizações das estatais federais. Em evento fechado para investidores hoje (8) promovido pelo banco BTG, o secretário de desestatização e desinvestimento, Salim Mattar, disse que "o nosso desafio agora é a (capitalização) da Eletrobras e a quebra do monopólio da Casa da Moeda. Há um pipeline para o Congresso olhar".
Mattar voltou a afirmar que o que vai ocorrer com a Eletrobras é a capitalização porque "há uma necessidade de caixa e não é uma ideologia". No último dia 1º deste mês, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque autorizaram que a elétrica aprofundasse estudos para sua desestatização.
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De acordo com comunicado divulgado ao mercado, a venda deve ocorrer por meio de um aumento de capital social - algo que já vinha sendo ventilado desde o início do governo. O processo acontecerá via oferta pública de ações ordinárias da Eletrobras ou por oferta de ações ordinárias de uma eventual empresa resultante de reestruturação.
Em sua fala, o secretário disse ainda que "o governo tem R$ 12 bilhões, mas que não deveria usar o montante para expandir a elétrica e sim para áreas que precisam mais. É um contrassenso em um país com problemas de falta de gases em hospitais, por exemplo".
Para ele, o maior desafio para a aprovação de projetos de privatização está relacionado à boa relação entre executivo e legislativo. E, para evitar problemas, o secretário comentou que está "comendo pelas beiradas" e que vem procurando orientação para ver como manter uma boa relação com o legislativo.
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Venda de imóveis
Ao ser questionado sobre a venda de imóveis da União, o secretário disse que está testando dois modelos, mas que tem oito possíveis modelagens na lista. Segundo ele, o primeiro objetivo com a venda é suprir os órgãos públicos com instalações adequadas, reduzir a dívida da União e verificar como cuidar e administrar os 760 mil imóveis disponíveis.
Nesta semana, o jornal "O Globo" publicou uma matéria em que fala que o governo planeja vender 3.751 imóveis e arrecadar R$ 30 bilhões até 2022.
"A nossa ideia é que daqui a pouco seja possível encontrar placas assim: União, vende ou aluga. Tratar com um número de 0800. Não vamos vender todos os imóveis, mas vamos iniciar um processo que poderá ser continuado depois", finalizou o secretário.
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