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De olho na economia

Guedes disse que vai usar imposto sobre transações financeiras para financiar transição para capitalização

Guedes destacou novamente que a capitalização poderá criar um novo mercado de poupança e que pode ser capaz de libertar gerações futuras e que o tema deve ser retomado sob a forma de PEC paralela

Ministro da Economia Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Marcos Corrêa/PR

De forma bem humorada e bastante otimista, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (8) em um evento do banco BTG Pactual fechado para o mercado financeiro que vai retomar a pauta da capitalização da Previdência e que deve usar o imposto sobre transações e pagamentos financeiros para financiar a transição para o novo regime previdenciário.

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Guedes destacou novamente que a capitalização poderá criar um novo mercado de poupança e que pode ser capaz de libertar gerações futuras. O sistema de capitalização prevê que as contribuições previdenciárias dos trabalhadores sejam direcionadas a uma poupança, que deve ser rentabilizada e que deve sustentar os trabalhadores na aposentadoria.

No regime de capitalização, as contribuições dos trabalhadores são direcionadas a contas individuais e investidas em aplicações financeiras para gerar uma rentabilidade. É formada uma poupança. O valor da aposentadoria, portanto, depende de quanto o trabalhador conseguiu poupar e do retorno dos investimentos.

Olha a PEC paralela

Além de retomar a pauta do regime de capitalização, o ministro reforçou que não desistiu de reincluir os Estados e municípios na reforma da Previdência, mas acredita que eles devem voltar por meio de uma "PEC paralela".

Na última terça-feira (6), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sinalizou que a inclusão dos Estados e municípios deveria ocorrer dessa forma e disse ainda que a discussão sobre o regime de capitalização da Previdência também poderia ser retomada em uma PEC paralela.

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Ambas as discussões faziam parte da proposta original do governo, mas acabaram sendo retirados do texto final da reforma por não haver apoio suficiente entre os deputados.

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De olho no saneamento e na infraestrutura

Outro tema que veio à tona e que foi anteriormente mencionado pelo presidente da Câmara em um painel anterior foi a questão do saneamento. Acompanhando a ideia de Maia, o ministro da Economia disse que "trilhões de dólares querendo entrar em termos de saneamento e infraestrutura no Brasil [...] E que o fenômeno conhecido como crowding out afastou o investimento privado no país nos últimos anos, mas que agora a ideia é fazer o crowding in e impulsionar o estoque privado".

Ele ainda destacou que a MP do saneamento básico deve entrar em pauta em seguida, depois a liberdade econômica e a reforma tributária.

Ao ser questionado especificamente sobre a reforma tributária, o ministro disse que o conteúdo do texto produzido pelo governo está focado na simplificação total e enfatizou que para a sua aprovação é preciso ter uma direção clara e inequívoca quanto ao objetivo da reforma.

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