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Fato ganhou especial atenção entre os veículos latino-americanos, um reflexo do impacto que a Lava jato tem tido nesses países

A prisão do ex-presidente Michel Temer teve repercussão em veículos estrangeiros, especialmente os latino-americanos, reflexo do impacto que a Operação Lava Jato, que prendeu Temer, tem tido na política dos países vizinhos.
O Clarín, da Argentina, deu amplo destaque à prisão em seu site. O jornal falou do forte efeito Lava Jato ao apontar que "o caso é considerado a maior operação anticorrupção da história do Brasil e mudou profundamente o gigante sul-americano, até poucos anos atrás uma das potências mundiais emergentes".
O maior jornal da Colômbia, El Tiempo, colocou a prisão de Temer como notícia principal em seu site. "É o segundo ex-presidente do País a ser detido por esse delito", diz a chamada. El Comercio, do Peru, destacou que, enquanto presidente, Temer havia se livrado de denúncias. "O Ministério Público chegou a solicitar duas vezes a abertura de julgamentos de corrupção contra Temer, mas o Congresso se recusou a autorizar o processo. Todos os casos contra ele dependiam da perda do foro privilegiado."
O El País, jornal espanhol, deu ênfase em sua capa de língua espanhola à prisão, e também falou sobre a operação que prendeu diversos políticos, empresários e doleiros brasileiros. "Temer, que era vice-presidente de Dilma Rousseff, tomou posse em agosto de 2016 após o impeachment da sucessora de Lula em um dos capítulos do terremoto causado no Brasil, especialmente, mas também no resto da América Latina, pela investigação de um enorme sistema de pagamento e coleta de subornos em troca de concessões de obras públicas", apontou a publicação.
A rede de TV americana CNBC mostrou em sua página inicial a prisão. A agência de notícias Dow Jones Newswires enfatizou que a prisão pode mudar a percepção sobre a Lava Jato. "A prisão de Temer chega em um momento chave na Lava Jato, que já dura cinco anos e que muitos críticos dizem ter sido uma caça às bruxas com motivação política contra a esquerda brasileira e Lula", disse a agência. O Wall Street Journal, que pertence ao mesmo grupo que a Dow, publicou a notícia em seu site.
O New York Times noticiou a prisão e enviou alerta pelo celular aos leitores. A reportagem diz que "Temer era um presidente profundamente impopular que usou grande parte de seu limitado capital político lidando com investigações criminais que o perseguiram nos últimos anos". Já o concorrente Washington Post havia colocado a informação em destaque no site e chegou a enviar e-mail para clientes alertando sobre o acontecimento.
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A BBC, empresa pública de comunicação do Reino Unido, noticiou a prisão de Temer em seu site. "Mídia local diz que a polícia tem tentado alcançar Temer, que deixou a Presidência em 1º de janeiro, desde quarta-feira".
O The Guardian, também britânico, disse em reportagem que a prisão de Temer era "iminente" desde que ele deixou a Presidência, e que a revolta com corrupção na política contribuiu para "a ascensão do sucessor de extrema-direita de Temer, Jair Bolsonaro". O Financial Times repercutiu a prisão na internet. O Der Spiegel, da Alemanha, também deu destaque à notícia em seu site.
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