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Em contato com representantes do Brasil que estão na Europa, um porta-voz da Presidência disse que recebeu como informação a avaliação de que o acordo estava “muito avançado”
Há grandes chances de o acordo entre Mercosul e União Europeia ser fechado nesta sexta-feira, 28, de acordo com o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Questionado em Osaka, no Japão, durante encontro do G20, sobre se as chances estariam em torno de 80%, ele respondeu: "Eu diria mais".
De Bruxelas, uma fonte comunicou ao Broadcast/Estadão, no entanto, que as negociações avançam e que os dois lados estão muito perto de encerrar um processo que se arrasta há 20 anos, mas que ainda há "desafios a superar".
A grande expectativa, segundo o porta-voz, é que as duas partes cheguem a um consenso suficiente para que o anúncio seja feito, mas vai depender "do que acontecer lá (em Bruxelas)" nas próximas horas. O Japão está sete horas à frente de Bruxelas e 12 horas à frente do Brasil.
Em contato com representantes do Brasil que estão na Europa, o general disse que recebeu como informação a avaliação de que o acordo estava "muito avançado". "Não sei o que está faltando", afirmou. Um dos pontos que tratavam as negociações há um mês envolvia a questão dos vinhos.
O governo aposta todas as suas fichas para finalmente destravar esta questão que dura duas décadas. Por causa da mudança na composição da Comissão Europeia, há um interesse em fechar logo o acordo antes que novos empecilhos possam surgir com a próxima equipe. Há pouco mais de um mês, um integrante do governo brasileiro avaliou, em relação ao fechamento do acordo Mercosul-União Europeia, que era "now or never" (agora ou nunca).
O Brasil está muito bem posicionado em seleção de países para entrar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A avaliação foi reforçada ao governo brasileiro, após encontro do presidente Jair Bolsonaro com o secretário-geral da entidade, José Ángel Gurría, e também após a reunião bilateral com o presidente americano Donald Trump, segundo o porta-voz da Presidência, Otavio Rêgo Barros.
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Um dos motivos que levam a crer nessa "vantagem" do Brasil diz respeito ao adiantamento da adesão do País aos requisitos exigidos pela instituição que tem sede em Paris. Mesmo sem ter a sua candidatura ainda confirmada, o governo vem trabalhando para se adequar aos 248 instrumentos e normas exigidos por ela. Em maio, o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, afirmou que cerca de 200 deles teriam o aval da Organização.
O porta-voz lembrou nesta sexta, no entanto, que há uma questão cronológica para que novos membros passem a disputar uma vaga na entidade. Além de Brasil, também estão na corrida Argentina, Romênia, Peru, Bulgária e Croácia. Há um impasse, no entanto, sobre como esses novos participantes devem entrar na OCDE na visão europeia e na americana. Gurría apresentou a proposta de uma entrada sequencial, que ainda não foi definida. O Brasil estaria na terceira posição, após Argentina e Romênia, mas ainda não há uma definição fechada.
Em março, Donald Trump prometeu a Bolsonaro que passaria a apoiar o ingresso brasileiro na instituição, o que foi feito em maio. "Avançou numa expectativa positiva na inserção do Brasil", disse o porta-voz sobre os encontros de hoje. "Houve um alinhamento entre o que ocorreu com a reunião da OCDE e na de Trump e Bolsonaro", acrescentou.
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