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Quem decidiu investir em ações relacionadas à cannabis vem recebendo resultados bastante positivos. Veja o que você pode comprar na bolsa para embarcar nessa onda lucrativa.
O assunto é controverso e ainda tratado como um certo tabu no Brasil, mas quem deseja ganhar dinheiro de verdade no mercado nos próximos anos simplesmente não pode mais fechar os olhos para ele. Falo da pujante indústria da maconha, um dos setores mais promissores da atualidade e que já vem entregando resultados bastante positivos a quem decidiu aplicar em algumas de suas ações.
Veja o gráfico abaixo:

Trata-se do North American Marijuana Index, índice criado em janeiro de 2015 para monitorar as principais ações de empresas que operam na indústria legal de cannabis nos Estados Unidos e no Canadá, dois dos países com legislações mais brandas em relação ao cultivo e consumo da erva.
Sim, enquanto por aqui ainda pouco se fala sobre o tema, lá fora já existem centenas de companhias com ações negociadas em Bolsa ou no chamado mercado de balcão. Todas acessíveis ao investidor brasileiro...
Mas voltando ao gráfico, note como de meados de julho de 2016 até janeiro do ano passado o índice quintuplicou sua pontuação. Isso significa que, na média, os papéis das companhias presentes no indicador valorizaram-se nada menos que 400% em apenas 18 meses.
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Não à toa, ao longo de 2018 o assunto passou a marcar presença cada vez mais constante no noticiário, o que reforça minha crença de que estamos diante de uma daquelas oportunidades que aparecem uma ou duas vezes na vida do investidor.
A resposta está em uma palavra ainda distante por aqui: legalização.
Em alguns dos Estados mais importantes dos EUA, como Califórnia e Colorado, e em todo o território canadense, muita gente já pode fazer na rua o que até pouco tempo só podia fazer escondido. Isto é, acender seus cigarros de maconha.
Gostaria de deixar claro aqui que não estou promovendo nenhuma apologia nem levantando bandeira a favor ou contra a liberação. Como especialista de mercado, me sinto apenas no dever de compartilhar minha visão analítica sobre esse investimento, principal motivo pelo qual fui convidado a estrear essa coluna.
E sob a ótica estrita de investimento, é importante ressaltar que tudo é feito de maneira lícita, num mercado com potencial gigantesco e com o benefício adicional de se constituir uma reserva financeira no exterior.
Em outras palavras, o investimento em ações de cannabis atende a objetivos estritamente financeiros de lucro. Em dólares e dentro da lei.
Não é mais novidade para ninguém que a indústria da maconha está “bombando”. Nos EUA, enquanto o uso recreativo avança, o uso medicinal – com mais ou menos liberdade – já é permitido em 47 dos 50 Estados, atingindo quase a totalidade da população.
O Canadá, por sua vez, tornou realidade uma das mais polêmicas promessas eleitorais do primeiro-ministro do país, Justin Trudeau, e se transformou no primeiro país do G7 a legalizar o consumo recreativo da erva.
Somente nestes dois países, já são cerca de 300 empresas dedicadas à cannabis listadas em Bolsa.
Os empreendedores e investidores desse mercado podem ter diferentes motivações, mas são unânimes em apontar o potencial de crescimento como a principal delas.
Segundo a empresa de research Statista, o mercado legal de maconha nos EUA deve saltar 300% em uma década, saindo de US$ 6,56 bilhões em 2016 para US$ 24,07 bilhões em 2025.

Se colocarmos na conta os demais países que estão legalizando o uso recreativo ou medicinal da planta, como o próprio Canadá, Israel, Alemanha, dentre vários outros, a cifra prevista ultrapassa os US$ 50 bilhões.
Para se ter uma ideia, é um montante superior ao movimentado pela indústria de refrigerantes nos EUA ou pela de cerveja no Canadá.
Significa que, se as projeções se confirmarem, em alguns anos a maconha será um produto cotidiano e você terá perdido a grande chance de ganhar um bom dinheiro com ela se não fizer nada agora.
Lembrando que você não precisa ser produtor, distribuidor e muito menos usuário. Mas pode mudar seu patamar financeiro por meio do investimento em ações de cannabis no exterior.
Neste sentido, uma boa maneira de começar é comprar não uma ação específica, mas sim um ETF – sigla para Exchange Traded Fund, que nada mais é do que um conjunto diversificado de ativos, como um fundo de investimento, negociado em Bolsa.
ETFs são um veículo eficiente de investimento para se apostar em um determinado setor, pois se destacam pela diversificação e baixo custo. É um tipo de investimento relativamente recente no Brasil, mas que atrai cada vez mais recursos por facilitar a variação do portfólio.
Vale salientar que o caráter de diversificação é extremamente valioso em um mercado ainda incipiente, com a grande maioria das empresas ainda em fases iniciais dos respectivos planos de negócios. Não só pela dificuldade em medir o valor dos negócios, mas principalmente pelo fato de muitas das ações de maconha serem extremamente voláteis, sujeitas a solavancos despertados por batalhas jurídicas e notícias sobre regulação.
Desta forma, ao comprar o ETF estamos apostando na evolução do setor como um todo, minimizando os riscos de se expor a uma única empresa que, por qualquer motivo que seja, não acompanhe esse desenvolvimento.
Na próxima edição da coluna apresentarei dois ETFs que considero os ideais para a iniciação dos investimentos em um dos setores mais prósperos do momento. Com o agravante de se estar fazendo isso em moeda forte. Fique atento!
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