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Água no chope

Doria diz que não apoiará Joice Hasselmann para a prefeitura de SP: “meu candidato é Bruno Covas”

Governador paulista se esquivou em relação às discussões sobre 2022. Para o tucano, “não é hora de debater eleição”

22 de outubro de 2019
18:00
João Doria
Imagem: Shutterstock

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que mantém boa relação com a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, mas que não a apoiará na eleição para Prefeitura de São Paulo em 2020. "Meu candidato é Bruno Covas", disse Doria.

"Joice tem todo o direito de disputar a eleição. Não pelo PSDB, obviamente, porque já temos candidato. Ela engrandece o debate eleitoral, ao meu ver", declarou o governador, após reunião com o presidente em exercício, Hamilton Mourão. "Ela tem maturidade para encontrar seu destino", complementou.

Doria se esquivou em relação às discussões sobre 2022. Para o tucano, "não é hora de debater eleição". "Teremos três anos e meio ainda. Precisamos estar concentrados na gestão", disse.

O governador disse que pretende manter boa relação com o governo federal. "E relação respeitosa com o presidente Bolsonaro", disse. "Procuro praticar política de bom nível. Não é política do ódio nem separatista. Você pode ter boas relações, ainda que tenha posições distintas ou até disputa eleitoral."

O governador de São Paulo disse que não há articulação do ex-governador Geraldo Alckmin, quarto colocado na corrida presidencial do ano passado, para disputa ao governo de São Paulo em 2022.

Saídas do PSL

Doria também pontou que o PSDB não pretende estimular a saída de parlamentares do PSL, sigla que está em crise devido a conflitos da ala ligada ao presidente Jair Bolsonaro com o grupo próximo ao presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PE).

"Não temos interesse em ficar estimulando a saída de parlamentares do PSL. Até que se serene, PSDB não fará nenhum movimento. Não é legítimo, correto e adequado", disse o tucano. "Eu desejo apenas que haja uma boa solução."

As declarações do tucano foram feitas após reunião com o presidente em exercício, Hamilton Mourão, no Planalto. O general está no cargo por causa da viagem de Bolsonaro ao Japão.

Bolsonaro e Doria têm trocado ataques nos últimos meses. A disputa mira as eleições de 2022. O governador negou que o encontro com Mourão foi uma forma de desviar de Bolsonaro, mas manter diálogo com o Planalto. O governador disse que a audiência já estava marcada "há algum tempo" e passou pelo aval do presidente.

"Até para não haver interpretação de que isso foi deliberadamente feito na ausência do presidente da República para o afrontar ou para colocar qualquer tipo de bandeira", disse Doria.

Doria disse que tratou com Mourão sobre dois assuntos de interesse do governo de São Paulo: a desativação do Campo de Marte e o aval do governo federal para construção da ponte Santos-Guarujá.

O governador disse ainda que agradeceu pelo decreto assinado por Mourão que regulamenta partilha de recursos da cessão onerosa aos Estados.

*Com Estadão Conteúdo.

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