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2020-11-17T08:38:24-03:00
Estadão Conteúdo
DEIXANDO PRA DEPOIS

Votação de reformas fica para pós-eleições municipais

Congressistas estão preocupados que medidas impopulares prejudiquem os candidatos apoiados pelo governo

17 de novembro de 2020
8:38
congresso-nacional
Congresso Nacional em Brasília - Imagem: Shutterstock

Depois do primeiro turno das eleições municipais, as lideranças do governo no Congresso vão buscar aprovar projetos da área econômica já em tramitação, mas as reformas estruturais ficarão para o período após o segundo turno.

A preocupação continua sendo a de que as medidas impopulares prejudiquem os candidatos apoiados pelo governo que foram para a votação no dia 29 de novembro. Na lista da área econômica está, por exemplo, a desindexação de despesas do Orçamento, ou seja, retirar correções que são dadas automaticamente a alguns gastos.

Ao Estadão/Broadcast, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse que vai tentar votar a pauta que combinou com o presidente Jair Bolsonaro na semana passada. Ele admitiu que a votação das reformas ficará para depois do segundo turno.

"Temos votações já (esta semana). As reformas ficam para o segundo turno. Acordaremos com os líderes amanhã. Isso é importante", antecipou. Barros previu para esta semana a votação da medida provisória que trata da navegação da cabotagem.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), informou que terá reunião nesta terça-feira (17) com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e com os líderes. "Definiremos projetos que serão apreciados esta semana", disse. "A prioridade nossa é votar a Lei de Falências", ressaltou.

* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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