Música para o novo governo
Jair Bolsonaro se elegeu com a promessa de reformas estruturais e o assunto martelado diuturnamente é a reforma da Previdência. Mas o ministro Paulo Guedes e seus “Chicago Oldies” também têm um forte compromisso em “tirar o Estado do cangote de quem produz”. A forma menos coloquial dessa ação pode ser descrita por um conjunto […]

Jair Bolsonaro se elegeu com a promessa de reformas estruturais e o assunto martelado diuturnamente é a reforma da Previdência. Mas o ministro Paulo Guedes e seus “Chicago Oldies” também têm um forte compromisso em “tirar o Estado do cangote de quem produz”.
A forma menos coloquial dessa ação pode ser descrita por um conjunto de ações microeconômicas, que buscam reduzir o tempo que se gasta para pagar impostos, pagar também menos tributos, reduzir o custo do crédito e facilitar o empreendedorismo.
Nessa linha de Mais Brasil e menos Brasília, o Senado Federal, mais especificamente a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), tem uma agenda de reformas microeconômicas que é “música para o novo governo”, segundo o agora ex-senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE).
Monteiro foi o coordenador desse grupo de trabalho e algumas das medidas discutidas ao longo dos últimos dois anos já foram colocadas em prática. Outras sugestões foram abraçadas por demais entes, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que analisa o mercado de cartão de crédito no país.
“Colocamos o Senado de forma irreversível na chamada agenda microeconômica. O Senado entendeu que pode e deve atuar para melhorar o ambiente de negócios no país”, me disse Monteiro.
O ponto mais interessante e que demonstra um amadurecimento institucional é que essa agenda de ações microeconômicas se tornou uma agenda “da Casa”, do Senado e da CAE, e não de um senador ou bancada partidária.
Leia Também
Sinal disso é que a CAE propôs, e a presidência do Senado aprovou, um projeto de Resolução que determina duas audiências por ano com o ministro da Casa Civil para que ele vá ao plenário da comissão para prestar contas do andamento das ações coordenadas pelo Executivo que tenham relação com a melhora do ambiente de negócios no país.
Monteiro nos conta que durante muito tempo a CAE se voltou ou debate macroeconômico, funcionando como uma caixa de ressonância e um local onde se podia “ouvir discursos extravagantes sobre o que está certo ou errado” na condução da política econômica, “mas ficava só nisso”. Agora, diz Monteiro, a contribuição se dá por iniciativas e proposições concretas e por recomendações ao Executivo e outros órgãos de governo.
Essa é uma “missão” que deve e vai continuar independentemente de quem venha a assumir a presidência da CAE, que geralmente fica com a segunda maior bancada do Senado, no caso PSDB ou PSD.
Discursos alinhados
Monteiro lembra que toda essa agenda praticamente não tem custo fiscal e está muito em linha com o que Bolsonaro falou no Fórum Econômico Mundial em Davos, de fazer o Brasil figurar entre os 50 melhores países para se fazer negócios até o fim de seu mandando em 2022. Atualmente o país está em 109º lugar no ranking “Doing Business”, do Banco Mundial.
Além do Ministério da Economia, essa agenda microeconômica caminha de mão dadas com a agenda “BC mais”, do Banco Central (BC), e Monteiro afirma que “teve informações muito idôneas” de que Roberto Campos Neto, indicado à presidência do BC, tem absoluta aderência a essa agenda e às medidas de redução do spread bancário, que passam por aumento da competição.
Além de Campos Neto, outro elemento importantíssimo, segundo Monteiro, é João Manuel Pinho de Melo, ex-secretário do extinto Ministério da Fazenda, e agora indicado à diretoria de Organização do Banco Central (BC).
"Sou otimista porque essa agenda é música para o novo governo", disse Monteiro. E parece que há boa afinação entre todos os participantes dessa orquestra.
Veja aqui a agenda de reformas microeconômicas.
Um ótimo domingo!
POLÍTICA ECONÔMICA
Por que o possível encontro de Lula com um dos pais do Plano Real deixou o mercado financeiro em alerta
2 de novembro de 2026 - 13:58MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES