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Cada vez mais liberal

Em rede social, Bolsonaro ressalta que tom do governo será “tirar do Estado tudo o que puder ser administrado pela iniciativa privada”

O presidente também defendeu fortemente que "as privatizações visam o combate à corrupção bem como a geração de renda e empregos"

Bolsonaro
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante entrevista para o jornal do SBT - Imagem: Alan Santos/PR

Depois de o governo lançar ontem (18) um edital de estudos técnicos para nova rodada de concessão de 22 aeroportos, Bolsonaro voltou a falar hoje (19) em sua rede social que o tom da equipe econômica será "tirar do Estado tudo o que puder ser administrado pela iniciativa privada".

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O presidente também defendeu fortemente que "as privatizações visam o combate à corrupção bem como a geração de renda e empregos".

Equipe parece alinhada

A fala do presidente está em linha com o que foi divulgado pelo secretário especial de desestatização e desinvestimento, Salim Mattar. Mas, segundo ele, tal processo deve ocorrer apenas após a reforma da Previdência para não atrapalhar o andamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata sobre o tema.

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Ao participar de um evento no fim de fevereiro, o secretário ressaltou que deve fazer tudo com calma. Mattar falou que hoje trabalham 500 mil pessoas nas estatais e que é "preferível ir devagar e sempre. Queremos um programa de privatização smooth, sem ter deslizes para não prejudicar as próximas privatizações".

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BB, Caixa e Petro

Assim como Mattar e Bolsonaro, os presidentes das outras três estatais que estão de fora da lista das privatizações (BB, Caixa e Petrobras) também fizeram declarações recentes favoráveis à venda de suas subsidiárias e até mesmo das próprias instituições. O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse, em evento no último dia 15, que o governo passe a falar das privatizações realmente relevantes.

“Não está se pensando em privatizações realmente relevantes, não se fala em privatização da Petrobras, da Caixa. Não se fala em privatização do BB. Nós, liberais, devemos começar a bater nessa tecla. Essas empresas estariam bem melhor na mão do setor privado”, disse.

Novaes afirmou também que se o BB fosse privado seria muito mais eficiente, teria melhor retorno e poderia alcançar todos os objetivos que alcança no setor agrícola e outros.

No mesmo evento, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, falou que já não pode vender a petroleira, sua intenção, à frente da Petrobras, é transformar a empresa "o mais próximo possível de uma empresa privatizada".

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Ele também destacou que projeta a venda de US$ 10 bilhões nos primeiros quatro meses deste ano, dentro do seu programa de desinvestimento. "Tudo vai depender do mercado, da velocidade que vamos conseguir imprimir ao portfólio de desinvestimento", disse.

No caso da Caixa, o presidente da instituição, Pedro Guimarães, preferiu falar recentemente da abertura de capital (IPO) de quatro áreas da estatal e enfatizou que espera uma receita de R$ 15 milhões com a venda.

A ideia é começar os IPOs pela parte de seguridade e cartões, o que deve ocorrer já no segundo semestre deste ano. A asset, por sua vez, deve realizar a sua abertura de capital um pouco mais tarde, mas deve fazê-la até o primeiro semestre do ano que vem.

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