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Expectativa é que presidente decida, ainda hoje, que modelo será adotado, enviando texto ao Congresso
Depois de sorrisos e satisfação com a recepção de Donald Trump, o presidente Jair Bolsonaro volta a Brasília e a realidade se impõe. O presidente deve bater o martelo sobre o modelo de reforma da previdência dos militares. A expectativa é que o texto chegue ao Congresso ainda nesta quarta-feira destravando o andamento da reforma da Previdência dos servidores públicos e civis.
O ponto que gera discussão é uma pretendida reestruturação de carreiras dos militares, que resultaria em gasto inicial de R$ 10 bilhões nos primeiros 10 anos, segundo cálculos preliminares. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou, por outro lado, que a proposta para os militares vai resultar em economia para os cofres públicos "ao longo e ao fim" do período desse período de anos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já tinha manifestado sua insatisfação com a eventual reestruturação de carreira, dizendo que a categoria está “querendo entrar nesta festa no finalzinho, quando já está amanhecendo, a música está acabando e não tem mais ninguém para dançar", em referência à falta de espaço fiscal para eventuais reajustes.
A ideia de reestruturar carreiras já tinha surgido como uma forma de tratar a peculiaridades da carreira durante a ativa e não quando os militares vão para a reserva. Vale notar, também, que no caso dos militares não se fala em “previdência”, mas sim em plano de “assistência”.
Nesta quarta-feira, Maia volta a mostrar “decepção” com a articulação política do governo com relação à reforma, segundo nos informa a “Folha de S.Paulo”. O presidente da Câmara é defensor da reforma, mas reclama da falta de "instrumentos" para costurar apoio na Casa.
A notícia pode ser vista como mais um pedido de ajuda tanto a Bolsonaro, como ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que são os detentores desses ditos “instrumentos”, que são cargos e verbas.
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Bolsonaro, no entanto, segue no impasse de quanto ceder, para não perder o discurso de que não vai compactuar com a “velha política” de “toma lá, dá cá”. Esse continua sendo um equilíbrio difícil e essencial na formação de uma base de apoio no Congresso.
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