Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Setembro chove?

Entro em setembro com mais dúvidas do que respostas, o que me parece um sinal de sanidade. Se você tem muitas certezas no mercado de capitais, as chances de você se dar mal são enormes

2 de setembro de 2019
10:22

Dois problemas se misturam: a verdade do Universo, a prestação que vai vencer. Não é que eu ganho pouco, o mês é que é longo. E as perguntas continuam sempre as mesmas…

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entro no mês de setembro tentando conciliar duas forças. De um lado, o cenário externo impõe dúvidas importantes. Em seu 122º mês de crescimento, a economia norte-americana vive sua expansão mais longeva da história — como na falácia do peru de Natal de Bertrand Russell ou no problema da indução de David Hume, as coisas vão indo super bem até que… subitamente explodem.

Da última vez que em achamos que os formuladores de política econômica tinham encontrado o arcabouço técnico preciso para acabar com os ciclos, na famigerada Grande Moderação, deu no que deu. Depois de 2008, ainda vamos acreditar na capacidade dos economistas e, agora, dos advogados à frente dos bancos centrais em evitar uma grande crise?

Anos e anos de crescimento econômico, alta para os mercados de capitais, supressão da volatilidade, taxas de juros muito baixas e empurrão tácito ou formal dos investidores para o risco podem já ter matado alguma baleia por aí e a gente simplesmente ainda não viu. De repente, ela amanhece boiando no mar para a nossa surpresa e, então, pode ser tarde demais se estivermos muito expostos ao risco, concentrados e alavancados.

Estamos em mares nunca dantes navegados com taxas de juros cada vez mais negativas no mundo desenvolvido, o que desafia as noções mais básicas de preferência intertemporal — intuitivamente, para emprestar por mais tempo, costumamos requerer uma recompensa positiva. Dizem que até os animais carregam certa ansiedade consumista entre eles. Ou seja, para guardar algo para o futuro, exigem um juro (representado por um quantum) maior do que zero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez não seja nada. Como diz Alan Greenspan, “o zero é uma marca como outra qualquer”. Ou, na estagnação secular de Alvin Hansen recuperada recentemente por Larry Summers, talvez as taxas de juro de equilíbrio estruturais sejam negativas num mundo de altas taxas de poupança e baixa necessidade de investimento.

Leia Também

Com o envelhecimento da população e as necessidades básicas mais elementares já nutridas nos países desenvolvidos, a decisão por poupar não exige grande recompensa — você vai viver por mais algumas décadas sob baixa produtividade do trabalho; logo, vai precisar chegar lá na frente tendo acumulado um patrimônio para posterior “despoupança”.

Ao mesmo tempo, temos o papel deflacionário da tecnologia. Ela derruba preços de bens e serviços, além de reduzir a demanda por investimento (com tecnologia, fica mais barato investir).

Note que demografia e tecnologia não são fatores conjunturais. Ao contrário. O mundo vai ficar cada vez mais velho e cada vez mais tecnológico. É um caminho sem volta. Até que, sei lá, obedecendo às previsões de Elon Musk, as máquinas se rebelem contra os humanos e resolvam dizimar nossa espécie antes que ela envelheça ainda mais — na dúvida, é bom corrermos com a colonização de Marte. “Gelo em Marte, diz a Viking.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse ambiente, talvez tenhamos de rever a avaliação estilizada do papel dos bancos centrais desde 2008. Diante da zeragem das taxas de juro de curto prazo e do ineditismo de suas políticas de afrouxamento quantitativo, eles normalmente são apontados como causa da suposta distorção atual. Ocorre, porém, que se pudermos levar o argumento de Summers ao extremo, os bancos centrais passam a ser, na verdade, vítimas do processo de aumento das taxas de poupança e redução da demanda por investimento. Seriam essas forças estruturais as determinantes dos juros cada vez mais baixos e negativos e, contra elas, as autoridades monetárias nada poderiam fazer.

Há uma velha discussão aqui potencialmente em pauta: onde se determina a taxa de juro de equilíbrio? Seria no mercado monetário, ou seja, pela interação entre oferta e demanda de moeda? Se sim, os bancos centrais, que, por construção, determinam a oferta de moeda, teriam capacidade direta de determinar as taxas de juro da economia, sendo mais causa do que efeito nesse processo. Ou seria no mercado de fundos emprestáveis de Knut Wicksell, resultado do confronto entre oferta de poupança e demanda por investimento? Em sendo o caso, os BCs estariam mais na voz passiva dessa dinâmica.

Entro em setembro com mais dúvidas do que respostas, o que me parece um sinal de sanidade. Se você tem muitas certezas no mercado de capitais, as chances de você se dar mal são enormes. Seja como for, o ambiente propício a exageros em valuations (com taxa de juro zerada, os múltiplos podem explodir até o infinito), formação de bolhas, propensão exagerada ao risco gera certo desconforto. Isso num momento de tensão comercial entre EUA e China sem prognóstico de resolução a curto prazo — ambos os países disputam não apenas essa ou aquela tarifa, mas, sim, a hegemonia política e tecnológica do próximo século. A questão é muito mais complexa, profunda e fundamental do que um olhar superficial sobre o Twitter de Donald Trump suporia. E com a espada de Dâmocles da curva invertida nos EUA nos lembrando todos os dias das chances de recessão por lá.

A preocupação com o ambiente externo se confronta com grande otimismo com a cena doméstica. O momento do ciclo aqui é inteiramente outro, em estágio inicial, na iminência de uma retomada do crescimento econômico e dos lucros corporativos, com juros nas mínimas históricas e uma ampla plataforma de reformas a ser colocada na rua. A Previdência foi só a primeira delas. Pode esperar para os próximos meses o golpe de misericórdia sobre os sindicatos, o que vai pavimentar a via para privatizações numa escala que poucos estão imaginando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como lembrou a Dynamo com seu brilhantismo de sempre na última carta aos cotistas, “não há como não reconhecer que diferentemente das principais economias lá fora onde um longo período de políticas expansionistas vem suscitando crescentes apreensões em relação ao potencial de crescimento sustentável, por aqui, acabamos de experimentar o pior quadriênio de crescimento do PIB da nossa história republicana, efeito de um longo período de políticas públicas disfuncionais. A expectativa de uma agenda doméstica reformista em um contexto de excesso de capacidade generalizado e alto desemprego sustenta fundamentos para uma re-precificação de ativos. Além do quê, o espaço para redução dos juros reais para patamares civilizados é fato inédito no país. Ou seja, neste momento, as duas forças do substrato macro – fundamento e fluxo – parecem convergir, desenhando um ambiente mais benigno para o investidor em ações. Reconhecemos que os bons ventos podem ajudar na propulsão de várias companhias do nosso portfólio, bem posicionadas que estão para capturar oportunidades caso a melhoria no ambiente de negócios de fato se verifique”.

Como viver num mundo que não entendemos direito? Como transitar por esse ambiente sem precedentes de juros zerados lá fora? Como conciliar o medo de recessão global com o enorme otimismo doméstico?

Primeira coisa: compre um cofre. Talvez você não tenha percebido, mas banco na Europa é um dying business. Não será surpresa se algo parecido chegar aos EUA, onde os ROEs já são bem menores do que a média do passado. Essa história de juro negativo destrói balanço de instituição financeira — não à toa, o UBS já repassou a taxa negativa para o cliente na ponta final. Vale mais a pena você guardar dinheiro sob o colchão do que deixar o dinheiro no banco suíço — não vejo iminente mudança nessa dinâmica, que deve ser cada vez mais comum entre os grandes bancos europeus.

Outro ponto: ativos reais vão ser cada vez mais demandados. Não pagar yield era um problema histórico para investimentos como o ouro ou outros preservadores clássicos de valor, pois seu carrego era ruim. Agora, com juros negativos sendo uma constante, é como se, em termos relativos, o ouro, a prata, a platina ou coisas parecidas pagassem juros positivos. Chegamos à aberração de fazer carry trade tendo como destino os metais preciosos, que seriam a reserva de valor clássica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Terceiro: lembre-se de que nós não sabemos o que vai acontecer. Ninguém sabe. Aliás, só os charlatões sabem. Em ambientes assim, resta-nos o apego ao que tem valor e boas assimetrias. A Bolsa brasileira se apresenta como uma exceção de valuation convidativo num mundo onde tudo parece caro e distorcido. Ao mesmo tempo, juros reais próximos a 4 por cento como aqueles pagos pelas NTN-Bs mais longos ganham conotação de verdadeiro tesouro. Há umas coisas bem interessantes no mercado de opções também.

E, sendo agosto uma nuvem passageira, não me leva nem à beira disso tudo que eu quero chegar. E fim de papo!

Mercados brasileiros iniciam setembro próximos à estabilidade, sem a referência das Bolsas norte-americanas, fechadas por conta do feriado de Dia do Trabalho por lá. Investidores ponderam forças antagônicas. Entraram em vigor nos EUA novas tarifas sobre produtos chineses, mas sem grandes surpresas. Em paralelo, Argentina impôs medidas de controle de capitais, ao restringir a compra de dólares ao limite de 10 mil por mês para cada indivíduo. Do lado positivo, indicador da produção manufatureira na China voltou para cima de 50 pontos, aliviando preocupações com desaceleração global.

Agenda doméstica traz relatório Focus e IPC-S. Na Europa, temos vários PMIs oficiais sendo anunciados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ibovespa Futuro abre em leve baixa de 0,3 por cento. Dólar e juros futuros procuram definir tendência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CAIU!

A “taxa da blusinha” vai acabar e a data para comprar na Shein, na Shopee e no Aliexpress sem a cobrança já está marcada

12 de maio de 2026 - 19:56

Após pressão popular e desgaste político, governo recua da cobrança criada em 2024 para encomendas do exterior; compras internacionais de até US$ 50 ficam isentas

CONQUISTA INÉDITA

Galípolo faz história ao ser escolhido para liderar bancos centrais de países emergentes no BIS

12 de maio de 2026 - 12:15

Conhecido como o “banco central dos bancos centrais”, o BIS anunciou nesta terça-feira (12) o nome escolhido para o cargo

BOLA DIVIDIDA

Bolão fatura sozinho a Lotofácil 3682 em cidade de 13 mil habitantes, mas ninguém fica milionário; Mega-Sena 3007 promete R$ 52 milhões hoje

12 de maio de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de segunda-feira (11). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (12), a Quina e a Timemania dividem as atenções com a Mega-Sena.

POR PREÇO DE CUSTO

Jeff Bezos quer se desfazer de seu megaiate bilionário — e mandar construí-lo está longe de ser a melhor decisão já tomada pelo empresário

11 de maio de 2026 - 18:33

A realidade falou mais alto do que as vantagens de manter o Koru, megaiate que se transformou em uma dor de cabeça para Jeff Bezos

O DIABO VESTE PRADA, GUCCI, CHANEL...

‘O Diabo Veste Prada 2’ precisa de apenas 10 dias para superar bilheteria do primeiro filme

11 de maio de 2026 - 15:13

Com a bilheteria mundial de O Diabo Veste Prada 2, Miranda Priestly poderá usar Prada até de pijama se quiser

STJ BATEU O MARTELO

Airbnb e Booking: decisão do STJ muda cenário para os donos de imóveis e condomínios

11 de maio de 2026 - 14:20

Decisão do STJ vai alterar o funcionamento de aluguéis de curto prazo em condomínios; Airbnb divulga nota

FIM DO "SABOR CHOCOLATE"?

Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates

11 de maio de 2026 - 11:55

Rótulos precisam seguir parâmetros de transparência

O PESO DA GUERRA

Inflação fora da meta e câmbio em queda: IPCA 2026 passa para 4,91%, mas mercado corta projeção do dólar

11 de maio de 2026 - 10:14

A perspectiva de alta da inflação no país reflete a escalada das incertezas com a guerra no Oriente Médio, que provocou uma disparada nos preços do petróleo

DANÇA DAS CADEIRAS

Mega-Sena desbanca +Milionária e retoma liderança entre as loterias com prêmios mais altos da semana — e vai manter o posto mesmo que saia nos próximos dias

11 de maio de 2026 - 7:30

Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado apenas para o fim de maio

FRASES ICÔNICAS

Adam Smith, pai do liberalismo econômico: “A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou” 

11 de maio de 2026 - 6:27

A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.

AS MAIS LIDAS

PIS/Pasep, Pé-de-Meia e o FII que rende 11%: o resumo do que bombou na semana

10 de maio de 2026 - 15:32

De benefícios sociais a prêmios milionários na loteria — confira as matérias mais lidas no Seu Dinheiro na semana e saiba como aproveitar as oportunidades de maio

O QUE VEM POR AÍ

O que vai mudar no seu bolso: o BTG Pactual faz as contas do Brasil para 2026 e prevê dólar a R$ 4,90

10 de maio de 2026 - 13:45

Banco atualizou as projeções para inflação, PIB e diz como a guerra no Oriente Médio pode mexer com o bolso do brasileiro

ANOTE NA AGENDA

IPCA volta a assombrar enquanto o mundo para para ver o aperto de mãos de Xi e Trump; confira o que pode mexer com a bolsa

10 de maio de 2026 - 12:33

A semana que começa será carregada de eventos, tanto no Brasil como no exterior, capazes de mexer com o bolso — e os nervos — dos investidores

DIREITOS DO CONSUMIDOR

Geladeira parou de funcionar logo após a compra? Você pode ter direito a troca imediata para produtos considerados essenciais no Código de Defesa do Consumidor

10 de maio de 2026 - 7:29

Geladeiras, celulares e fogões estão entre os produtos considerados essenciais e que exigem solução imediata segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC)

FORA DA FRONTEIRA

De olho nas eleições: missão de Lula em acabar com a escala 6×1 entra na mira do mercado internacional e Financial Times avalia a medida

8 de maio de 2026 - 16:45

O governo Lula se tornou pauta do jornal de finanças mais influente do mundo, que destacou o atraso do Brasil em tratar sobre o tema

NOVO DESENROLA BRASIL

Desenrola paralelo: Itaú, Bradesco, Santander e Nubank lançam iniciativas próprias para renegociar dívidas de público não atendido pelo programa do governo

8 de maio de 2026 - 16:22

Itaú, Bradesco, Santander e Nubank não só aderiram ao Desenrola 2.0 como criaram programa similar para público não elegível

HAJA RESISTÊNCIA

Detergentes contaminados: O que é a Pseudomonas aeruginosa, a bactéria que prolifera até em uma fábrica como a Ypê

8 de maio de 2026 - 12:11

A Pseudomonas aeruginosa está presente até mesmo no ar e pode causar distúrbios sérios, com risco de morte

COMÉRCIO MAIS FÁCIL

Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul

8 de maio de 2026 - 10:47

Acordo foi firmado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai para reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica

COMPANHIA BEM-VINDA

Lotofácil 3679 e Dia de Sorte 1210 deixam 4 pessoas a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3005 acumula e Quina 7020 pode pagar R$ 13 milhões hoje

8 de maio de 2026 - 6:48

Lotofácil não foi a única modalidade a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (7). A ‘menos difícil’ das loterias da Caixa contou com a companhia da Dia de Sorte.

IVY LEAGUE

Universidade que mais forma bilionários no mundo é alma mater de 45 prêmios Nobel, do criador da bomba atômica e de 8 presidentes dos EUA — e ainda viu nascer uma das redes sociais mais influentes da atualidade

7 de maio de 2026 - 16:42

Presidentes, políticos, bilionários, atrizes e ganhadores de Prêmios Nobel passaram por essa universidade, unidos pelo lema “Veritas” — a verdade.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia