🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

novidade na prateleira

Pequeno investidor terá acesso a novos papéis com lastro no crédito imobiliário

Apesar desse ativo ainda estar reservado a investidores maiores, os executivos acreditam que o cenário deve mudar. Um dos motivos é o possível fim da isenção às LCIs, defendido por Guedes

Estadão Conteúdo
9 de setembro de 2019
8:30 - atualizado às 8:33
Montagem com prédios com notas de dinheiro representando fundos imobiliários dividendos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Opção para buscar maiores retornos na renda fixa, as Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), que têm lastro na concessão de empréstimos imobiliários, ainda não estão disponíveis para a maior parte dos investidores. A primeira emissão foi feita em novembro e, desde então, são R$ 8,9 bilhões em LIGs na carteira de clientes de Bradesco, Inter, Itaú e Santander, únicas instituições que já oferecem o produto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo diretores desses bancos, praticamente todas as aplicações vieram do segmento private - pessoas com patrimônio superior a R$ 3 milhões, em geral. O volume negociado desses papéis ainda é 17 vezes menor que o das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). Os dois ativos são isentos de Imposto de Renda.

Assim como a LCI, a LIG têm lastro na concessão de empréstimos imobiliário. Mas, no caso da primeira, esse lastro serve apenas como uma referência enquanto na LIG ele forma uma "dupla garantia": se o banco que emitiu o produto der calote, os ativos que servem de lastro deverão garantir os pagamentos aos investidores. Isso não ocorre com a LCI.

"Cada LIG vai ter o próprio lastro, com um perfil mais ou menos arriscado. O risco primário é o próprio emissor e o secundário, a carteira de crédito imobiliário", diz Fabio Zenaro, diretor da B3, a Bolsa de São Paulo.

Por outro lado, a LCI é coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que não acontece com a LIG. Outra diferença importante está na liquidez: a LCI é emitida com prazo de carência mínimo de três meses, enquanto nas LIGs, é de um ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investidor

Apesar desse ativo ainda estar reservado a investidores maiores, os executivos acreditam que o cenário deve mudar. Um dos motivos é o possível fim da isenção às LCIs, defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. "Caso o governo decida deixar as LIGs de fora dessa mudança, elas teriam uma grande vantagem e a procura aumentaria. Agora, os emissores estão aguardando a decisão do governo para prosseguir com as ofertas. Estamos animados com a possibilidade de ela crescer", diz o diretor de investimentos do Banco Inter, Rafael Rodrigues.

Leia Também

Outro fator que ainda deixa o mercado em compasso de espera é a falta de regulamentação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia que regula o mercado financeiro precisa definir como serão feitas as ofertas públicas de LIGs. A norma está em audiência pública até a próxima sexta-feira e deve ser publicada ainda este ano, a depender do volume de sugestões enviados.

"Com o complemento regulatório da CVM, os bancos podem descer na cadeia de clientes. O produto deve deslanchar e ter um bom crescimento no ano que vem", acredita Luciano Diaferia, superintendente de produtos do Itaú Unibanco. "Todo produto começa devagar até o investidor tomar conhecimento. Há uma curva de aprendizado para entender as características."

Para Rodrigues, do Inter, a clareza das regras será importante para o sucesso dos papéis. "Tem de ser um processo tranquilo para o emissor e que faça sentido na cabeça do investidor. Se a CVM não por muitas amarras, as LIGs devem decolar em popularidade. A relação entre risco e retorno é interessante, porque a liquidez é menor."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação do diretor do Bradesco José Rocha Neto, as LIGs deverão ocupar o espaço das LCIs com o passar dos anos. No entanto, ele aponta cuidados, que os investidores devem ter com os novos papéis, ressaltando o maior risco de liquidez da LIG. "O vencimento mínimo é de dois anos e ainda não há mercado secundário para a classe. Para um ultraconservador, talvez não deva compor o portfólio. O processo correto de suitability (análise do perfil de risco do investidor) é importante."

Daniel Januzzi, consultor da Magnetis, pondera que, mesmo que haja interesse dos investidores em tomar mais risco em um cenário de Selic, a taxa básica de juros, em queda, a LIG ainda deve engatinhar no mercado. "Há um período de maturação, o perfil no Brasil é extremamente conservador", avalia.

Bancos públicos

O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Gilberto de Abreu, lembra que as emissões do papéis só foram feitas até agora por bancos privados. Ele avalia que a entrada do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal nesse mercado também dará impulso às LIGs.

Abreu acredita que elas têm potencial para ultrapassar as LCIs em volume, o que mudaria o quadro do financiamento imobiliário no País, que hoje tem quase metade dos recursos provenientes da poupança e um terço do FGTS. Cerca de 12% dos recursos vêm das LCIs, 6% dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e menos de 1% das LIGs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Europa

A LIG foi criada por medida provisória no governo Dilma Rousseff, em 2014, e regulamentada na gestão Michel Temer. Mas as primeiras emissões ocorreram apenas no fim do ano passado. A ideia foi criar uma fonte alternativa de recursos para o crédito imobiliário e a justificativa para os incentivos fiscais é reduzir os custos de financiamento para o consumidor. O modelo de garantia adotado é inspirado nas 'covered bonds', populares no exterior: títulos de dívida emitidos por banco ou instituição hipotecária. Segundo a associação europeia ECBC, o montante desse tipo de ativo em circulação no continente é de € 2,5 trilhões, equivalente a R$ 11,2 trilhões. "A nota de crédito da LIG pode ser maior que o do banco emissor. É um produto com alto grau de qualidade", diz Gilberto de Abreu, da Abecip.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA NA ESTRUTURA

Desglobalização à vista? Economista alerta para nova “ordem mundial” com era Trump 2.0 

31 de janeiro de 2026 - 10:00

Nova globalização será responsável por remodelar estruturalmente as próximas décadas, diz Matheus Spiess, economista pelo Insper, no programa Touros e Ursos

METAIS PRECIOSOS EM QUEDA LIVRE

Ouro cai mais de 11% e prata derrete 31% em um único dia; entenda o que causou o nervosismo no mercado

30 de janeiro de 2026 - 18:30

Investidores reagem à indicação de Kevin Warsh para o Fed e a dados de inflação acima do esperado nos EUA

ALTO PADRÃO

Como será o hotel de luxo que casal bilionário dono da melhor vinícola do mundo vai construir no Brasil

30 de janeiro de 2026 - 16:03

Rede de hotéis de luxo associada à casal de bilionários terá primeira unidade no Brasil, no interior de São Paulo, com inauguração prevista para 2027 ou 2028

VAI TER DESCANSO?

Carnaval 2026 não é feriado nacional; veja quem tem direito à folga

30 de janeiro de 2026 - 11:13

Apesar da tradição, o Carnaval não é feriado nacional em 2026; datas aparecem como ponto facultativo no calendário oficial

DEBATE ACALORADO

Escala 6×1 com os dias contados? Por que essas empresas se anteciparam e decidiram acabar com ela

30 de janeiro de 2026 - 10:40

Enquanto o Congresso ainda discute o fim da escala 6×1, empresas de setores que operam no limite da jornada legal começam a antecipar mudanças e adotar modelos de trabalho com mais dias de descanso

A ESCOLHA FOI FEITA

Adeus, Jerome Powell, olá, Kevin Warsh: conheça o escolhido de Trump para ocupar a presidência do Fed

30 de janeiro de 2026 - 10:10

Em suas redes sociais, Trump afirmou que não tem dúvidas de que Warsh será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed

ROUBOU A CENA

Quina aproveita bola dividida na Lotofácil 3600 e faz o maior milionário da rodada; Mega-Sena tem repetição improvável

30 de janeiro de 2026 - 7:10

Enquanto a Quina roubou a cena da Lotofácil, a Mega-Sena acumulou de novo na quinta-feira (29) e o prêmio em jogo subiu para R$ 115 milhões.

VAI CAIR MAIS

Selic em 11,50% em 2026 — o que levou o UBS BB a mudar a projeção para os juros? Spoiler: não foi apenas a sinalização do Copom de corte em março

29 de janeiro de 2026 - 18:32

Esta é a primeira revisão do banco suíço para a taxa básica desde março de 2025; projeção anterior era de 12% até o final do ano

REGULAMENTAÇÃO

Cannabis medicinal já pode ser cultivada por universidades no Brasil: veja o que muda com as novas regras aprovadas pela Anvisa

29 de janeiro de 2026 - 16:00

Anvisa aprovou novas regras para a cannabis medicinal, permitindo o cultivo da planta por universidades e instituições de pesquisa, sob exigências rígidas de controle e segurança; veja as novas regras para a Cannabis medicinal no país

DIRETORES AFASTADOS

Fiscal de si mesmo: BC abre investigação interna para apurar crescimento acelerado e liquidação do Master

29 de janeiro de 2026 - 9:35

O objetivo da medida é tentar entender o que aconteceu com o Master, e como o Banco Central pode reforçar a sua governança interna de fiscalização.

ÁGUA

Califórnia resolve um problema que as mudanças climáticas não garantem mais

29 de janeiro de 2026 - 8:42

Diante das secas cada mais vez imprevisíveis, o estado mais rico dos EUA passou a tratar a água como infraestrutura estratégica

GRANDES PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil acumula de novo e prêmio dispara, mas não faz nem cócegas nos R$ 102 milhões em jogo hoje na Mega-Sena

29 de janeiro de 2026 - 7:09

Depois de acumular pelo segundo sorteio seguido, a Lotofácil pode pagar nesta quinta-feira (29) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa, mas a Quina vem logo atrás.

NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

28 de janeiro de 2026 - 18:38

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

SELIC ALTA DEMAIS, BOLSA SEM LASTRO?

“Banco Central já deveria cortar a Selic em 0,25 p.p”, diz Felipe Guerra, da Legacy, que alerta para bolha na bolsa

28 de janeiro de 2026 - 17:10

Enquanto a Legacy defende corte imediato de 0,25 ponto nos juros, Genoa alerta para o risco de o Banco Central repetir erros do passado

NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar