O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Eu adoro os quatro livros do Taleb — deixei de lado a obra técnica de “Dynamic Hedging” e o de aforismos “The Bed of Procrustes” porque nem acho que compõem o mesmo corpo. Mas, na real, se você for parar para pensar eles representam mesmo uma única ideia
Não tenho redes sociais. Até tentei por duas vezes, mas desisti. “Não tenho temperamento para isso”, disse Paulo Guedes, ao se referir à articulação política pela reforma da Previdência. Ah, me representa. Não, não estou me comparando. É só que Mercúrio parece viver retrógrado no Twitter.
Você tenta sair de algo, mas nem sempre esse algo sai de você. Navegando por aí, me deparei com o artigo “Why you should care about the Nate Silver vs. Nassim Taleb Twitter war - How can two data experts disagree so much?”, de Isaac Faber.
Nate Silver é um estatístico, fundador do famoso site de previsões, principalmente eleitorais, FiveThirtyEight (o nome vem do número total de votos possíveis dentro do colégio eleitoral dos EUA). Ganhou bastante notoriedade diante do aparente alto índice de acerto de suas projeções.
Nassim Taleb é… bom… você já sabe.
Com sua educação suíça típica e a delicadeza que lhe é característica, Taleb tem acusado publicamente Nate Silver de não saber dar o devido tratamento probabilístico às projeções. Em um tuíte do final do ano passado, mandou algo assim: “Nate Silver acaba de provar, na segunda eleição em sequência, que ele não sabe como a matemática funciona”. Não se trata de uma crítica desprovida de fundamentação técnica. Nassim tem um artigo técnico a respeito, batizado “Election Predictions as Martingales: An Arbitrage Approach”.
Os quatro leitores talvez já saibam meu lado nessa história. Agora, não posso negar um ponto a Nate Silver. O rapaz é espirituoso e foi preciso nesta resposta:
Leia Também
“Lembra quando você tinha 'skin in the game' (sua pele estava em jogo) e coisas interessantes a dizer, em vez de ficar reescrevendo quatro vezes o livro que você publicou em 2001?”
Eu adoro os quatro livros do Taleb — deixei de lado a obra técnica de “Dynamic Hedging” e o de aforismos “The Bed of Procrustes” porque nem acho que compõem o mesmo corpo. Mas, na real, se você for parar para pensar eles representam mesmo uma única ideia.
Digo isso sem ofensa alguma. Ter uma grande ideia na vida já é coisa pra caramba. Estou à espera da minha. Por enquanto, em vão. Acho que o próprio Taleb reconhece gozar de apenas uma única ideia, tanto que reúne os livros no pacote “Incerto”.
Qual seria essa ideia? Poderíamos resumi-la em algum texto, parágrafo, frase ou até, quem sabe, numa única expressão?
Para mim, se olharmos com a devida profundidade, tudo está refletido em “Como viver em um mundo que não entendemos?”.
Subjacente à ideia, está a noção de que a vida é mesmo ininteligível. Que o mundo está sujeito às intempéries da Deusa Fortuna e à capacidade da aleatoriedade de influenciar dramaticamente nosso cotidiano. Que acontecem surpresas no meio do caminho que jamais poderíamos contemplar a priori. Que precisamos de um instrumental analítico pragmático para lidar com tudo isso. E que também devemos nos amparar em algum arcabouço ético e moral, evitando os ditos intelectuais e os cientificistas que acham que podem explicar o mundo, por meio de opiniões de toda a sorte sem qualquer exposição àquilo.
Começamos pelo “Iludidos pelo Acaso”, publicado originalmente em 2001. Ali está o reconhecimento do quanto a sorte e a aleatoriedade cumprem um papel fundamental na definição (e falo definição mesmo, não apenas uma influência marginal) no percurso das coisas. Não significa que a competência não seja relevante. Claro que é. Mas, ao mesmo tempo, a randomicidade acaba elegendo vencedores e perdedores.
A Empiricus só tem o modelo de negócios atual, replicado de nosso sócio norte-americano (a maior publicadora de newsletters financeiras do mundo), porque o ex-chefe do amigo da Bia encontrou um diretor da Agora num casamento em Cingapura e falou da gente (sim, é verdade). E acho que só estamos onde estamos por conta da tese O Fim do Brasil.
Poderia citar vários outros exemplos. O Verde seria o VERDE se não fosse a viagem de Luis Stuhlberger para Foz do Iguaçu? Bolsonaro estaria eleito se não fosse o áudio vazado do “Bessias”? A Previdência já estaria reformada se não fosse o Joesley Day?
Todos eventos aleatórios ditando o rumo das coisas.
É quase uma tautologia chegarmos ao “The Black Swan”, o segundo livro. São os eventos considerados raros, de alto impacto e imprevisíveis que mudam tudo. Há um link óbvio com a ideia da importância da aleatoriedade, com a falência da ideia de materialismo histórico e com a ocorrência de coisas fora do radar.
A obra “A Lógica do Cisne Negro” é a desconstrução da capacidade de aplicarmos a ciência e a estatística para fenômenos sociais complexos. Vai aparecer algo no meio do caminho para definir tudo, sem que nós possamos antecipar o que será esse algo.
Ora, se o mundo é assim tão frívolo e aleatório, se tudo pode mudar a qualquer momento, precisamos de um arcabouço prático para lidar com isso. Como nos proteger ou até mesmo nos beneficiar dessas surpresas avassaladoras que podem chegar a qualquer momento e bagunçar o coreto?
Então, a gente chega ao terceiro livro: “Antifrágil”. Se não sabemos o que vem pela frente, precisamos ponderar entre os cenários potenciais bons e ruins. Fazer contas sobre o quanto se pode perder no caso negativo, e o quanto se pode ganhar no caso positivo — levando cada um dos quadros ao limite. Em sendo o ganho potencial maior do que a perda máxima, essa seria uma estratégia antifrágil.
Esse seria o instrumental pragmático individual. Mas como resolver questões de sociedade, dos intelectuais que acham que podem antever o futuro e acabam expondo a todos a riscos enormes? Precisamos expô-los às consequências dos próprios atos, uma espécie de Código de Hamurabi moderno. Isso precisa ser levado a sério e com profundidade.
No mercado financeiro, muita gente não sofre por exemplo com as mazelas do cliente. O conflito do gerente do banco com o investidor é o mais óbvio. Mas até mesmo em outros ambientes aparece o problema de desalinhamento de interesses.
No mercado de fundos, por exemplo, diz-se que o gestor está alinhado com o investidor porque há cobrança de taxa de performance — ou seja, quando o cliente ganha dinheiro, o gestor também ganha. Discordo dessa visão. Eles estão alinhados, de fato, no upside. Mas não no downside. Quando o gestor perde dinheiro, ele “devolve” taxa de performance para o investidor? Não. Então qual o resultado prático disso: há um incentivo para o investidor correr para o risco atrás da taxa de performance.
Como resultado do talebianismo sintético, talvez você já tenha percebido que:
• você não pode se alavancar;
• não pode acreditar nos analistas que dizem poder prever o futuro;
• não é tão incompetente quando perde dinheiro, nem tão competente quando ganha;
• apostas concentradas podem dar errado e te machucar bastante, de tal modo que a diversificação é uma arma poderosa (normalmente, nós não sabemos o que estamos fazendo); e
• que inteligente mesmo é aquele que entendeu que não existe ninguém inteligente nesse negócio.
Preços mundiais do cacau despencaram na última semana; veja como ficam os preços dos ovos de Páscoa
O sorteio de hoje (21) paga mais; entenda o adicional de final cinco e como concorrer a essa bolada
O India AI Impact Summit 2026 conta com a presença de CEOs de big techs e grandes figuras políticas de todo mundo
A Oi entrou na Justiça contra as gestoras estrangeiras, sob a alegação de abuso de poder de controle e direito
Lotofácil foi a única loteria da Caixa a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (19), mas os sortudos terão direito a valores diferentes.
O destaque entre os imóveis do leilão do Santander é um apartamento no bairro Paraíso, bairro nobre de São Paulo
Processo do time vencedor do Super Bowl de 2026 tem o potencial de se transformar na maior venda da história da NFL
Todas as joias furtadas eram de ouro com diamantes; joalheria não possui seguro das peças
Os ganhadores do concurso 3615 da Lotofácil efetuaram suas apostas por meio dos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal.
Até o momento, apenas 15 dos 50 estados dos Estados Unidos podem receber o módulo que ficou conhecido como a “casa da Tesla”
Menino da Malásia comprou domínio com as iniciais de seu nome em 1993; anos depois ganhou milhões com o investimento
Segundo o FGC, cerca de 160 mil credores poderão ser ressarcidos após a liquidação do Banco Pleno; veja os próximos passos
Como a Mega-Sena só corre amanhã, a +Milionária é a loteria da Caixa com o maior prêmio em jogo na noite desta quarta-feira (28), mas outras modalidades também prometem prêmios milionários hoje. Confira os valores.
Sem acordo entre EUA e Irã, Brent pode seguir firme; com diplomacia, banco projeta queda e reação da Opep+
Pode ser que você conheça alguém que é milionário e nem percebeu por causa dos hábitos dessas pessoas
Com declaração pré-preenchida ou sem, o indicado é reunir todos os documentos e revisar as informações antes de submetê-las ao Fisco
Linha subsidiada pelo Tesouro busca dar fôlego ao agronegócio e reduzir risco de retração na produção
Não tem o menor problema conversar com uma planta. Isso só é um problema se você ouvir uma resposta, diria um psiquiatra. Mas não se você estiver no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Pode até parecer mentira, mas visitantes do jardim podem conversar com o total de 20 plantas e, o mais […]
A tormenta do Banco do Brasil, a fatura da crise do Banco Master e o Pé-de-Meia foram destaque no Seu Dinheiro; veja as matérias mais lidas dos últimos dias
A Receita Federal mantém uma fiscalização forte sobre as operações de crédito, que obriga as instituições financeiras a reportarem movimentações que ultrapassem R$ 2 mil mensais