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No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o resultado do setor registrou um crescimento de 2,4%

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos subiu 2,4% em julho em relação a junho, segundo divulgou nesta terça-feira, 27, a Abimaq, entidade que representa as empresas do setor.
Na comparação com julho do ano passado, o faturamento recuou 5,2% e, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, registrou um crescimento de 2,4%.
Segundo a Abimaq, o consumo aparente da indústria de máquinas e equipamentos, que considera o consumo interno de parte da produção do setor mais as importações, subiu 1,7% em julho ante junho.
Na comparação de julho ante o mesmo mês do ano passado, houve queda de 0,9%. No acumulado dos primeiros sete meses de 2019, a Abimaq registrou crescimento de 9,6% no consumo aparente.
As exportações de máquinas, equipamentos e componentes cresceram 24,1% em julho ante junho, de acordo com a Abimaq. Na comparação com julho do ano passado, houve crescimento da mesma magnitude (24,1%). No acumulado do ano até julho, houve queda de 3,2%.
Em valores, as exportações em julho somaram US$ 846,24 milhões. No ano até o mês passado, as exportações somaram US$ 5,278 bilhões.
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As importações subiram 11,1% em julho ante junho. Na comparação de julho com julho de 2018, houve um crescimento de 19,9% e, no acumulado do ano, avanço de 10,8%. Em valores, as importações somaram em julho US$ 1,674 bilhão. E no ano, US$ 9,455 bilhões.
O saldo entre exportações e importações em julho foi deficitário em US$ 828,69 milhões e no ano, de US$ 4,176 bilhões.
O nível de emprego na indústria de máquinas e equipamentos teve leve alta de 0,6% em julho ante junho, de acordo com a Abimaq. Com isso, o quadro de empregados diretos no setor no mês passado era de 308.967 trabalhadores.
Na comparação com julho do ano passado, o número de empregados no setor cresceu 3,5%. No acumulado do ano até julho, houve um crescimento de 4,1% no nível de emprego do setor.
No ano, o setor de máquinas e equipamentos registrou uma média de 306.667 empregados diretos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria de máquinas e equipamentos recuou 2,1 ponto porcentual em julho ante o mês anterior. Passou de 76% em junho para 73,9% no mês passado, segundo a Abimaq.
De acordo com a associação, o Nuci de julho deste ano também recuou em relação à marca de igual mês do ano passado, quando registrava 76,2%.
"Houve um desmonte grande da capacidade instalada nos anos recentes", afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 27, a economista Maria Cristina Zanella, gerente de Economia e Estatística da Abimaq, associação que congrega as empresas do setor. Ela estima que, de 2013 para cá, o parque industrial foi reduzido em torno de 30%.
Nesse contexto de aumento de ociosidade, as perspectivas para o setor em 2019 estão menos positivas do que no início do ano. A previsão era de um crescimento de 5% e, segundo a economista, deve ficar entre 3% e 4% por conta de fatores internos, como a fraca retomada econômica no Brasil, e também externos.
Entre os detratores do crescimento, a crise econômica na Argentina é um dos principais. O país vizinho, que chegou a representar 15% das exportações das empresas brasileiras, hoje não chega a 6%.
Em 2017, os argentinos compraram cerca de US$ 1,4 bilhão em máquinas e equipamentos de fabricantes brasileiros. Em 2019, devem encerrar o ano importando menos da metade desse valor (US$ 600 milhões), segundo estimativas da associação. "A perspectiva não é boa por causa da crise econômica do país", diz a economista da Abimaq.
Em julho deste ano, pela primeira vez na série histórica, os Estados Unidos apareceram como principal destino internacional de máquinas e equipamentos nacionais, respondendo por cerca um terço das vendas ao exterior. No acumulado de janeiro a julho deste ano, a queda das exportações para o Mercosul foi de 39,8%. Para os Estados Unidos, houve aumento de 27,9%. Também houve recuo nas exportações do setor para a Europa no ano até julho (queda de 21,4%).
*Com Estadão Conteúdo.
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