Inadimplência sobe 0,13% no 1º tri e atinge 62,7 milhões, diz CNDL e SPC
Em março de 2019 em relação ao terceiro mês do ano passado, houve desaceleração na quantidade de consumidores inadimplentes, alta de 2,1%, ante 3,13% anteriormente

O nível de inadimplência no País fechou o primeiro trimestre praticamente estável, com alta de 0,13%, de acordo com dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) — e antecipados ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Em igual período de 2018, o crescimento fora de 2,38%. Já em março de 2019 em relação ao terceiro mês do ano passado, houve desaceleração na quantidade de consumidores inadimplentes, alta de 2,1%, ante 3,13% anteriormente.
A despeito da quase estabilidade apurada no primeiro trimestre deste ano, o total de consumidores inadimplentes somou 62,7 milhões, o que representa mais de 40% da população adulta. Conforme a instituição, esse montante refere-se a pessoas que enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos.
De acordo com o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o ritmo de recuperação da economia, que está aquém do esperado, tem afetado a melhora dos índices de inadimplência. Ele ressalta que a velocidade de recuperação da atividade econômica neste início de ano frustrou as expectativas.
"O desemprego persiste em um nível elevado e o consumo não esboça um crescimento vigoroso", diz em nota.
Apesar da desaceleração da inadimplência neste início de ano, o estoque de pessoas com o CPF restrito ainda é elevado, acrescenta Costa. "O que mais favorecerá um ciclo de queda da inadimplência será uma recuperação mais acentuada do mercado de trabalho e da renda dos trabalhadores", cita.
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Faixa etária
O levantamento mostra que a taxa de inadimplência foi maior entre pessoas acima dos 65 anos, ao apresentar alta de 8%, enquanto entre a população jovem de até 24 anos caiu 23%. Na casa dos 30 anos, são quase 18 milhões de inscritos em cadastros de inadimplentes.
Ainda assim, o Brasil encerrou o primeiro trimestre deste ano com aproximadamente 62,7 milhões de pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes e que, portanto, enfrentam dificuldades para obter acesso a crédito no mercado, seja por meio de compras a prazo, financiamentos ou empréstimos.
Em março, o volume de dívidas cedeu 1,07%, ante igual mês de 2018, sendo o terceiro recuo consecutivo
Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas que estão no nome de pessoas físicas. Nesse caso, houve uma queda de 1,07% em março deste ano na comparação com o ano passado. Trata-se do terceiro mês seguido em que há um recuo no indicador.
As quedas mais expressivas na quantidade de dívidas foram verificadas no setor de comunicação (-9,56%) - contas de telefone, internet e TV por assinatura - e no de comércio (-5,91%). O número de dívidas bancárias, que levam em conta faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamentos, ficou praticamente estável em março, com ligeira alta de 0,02%. O único segmento que teve elevação no período foi em água e luz (17,20%).
Regiões
O Norte do País registrou população com maior nível de inadimplência, com 47%, o equivalente a 5,74 milhões. Na sequência estão Centro-Oeste (43%) ou 5,07 milhões, Sudeste (40% ou 27,01 milhões), Nordeste (40% ou 16,36 milhões) e Sul. Neste último, o porcentual de inadimplentes foi de 37%, o que representa 8,51 milhões de pessoas com o CPF negativado.
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