Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

SPX, muita tempestade para pouca água: saem 2 sócios, ficam 29 (e principalmente uma cultura)

Deixe os rumores de lado e mantenha sua posição nos disputados fundos da gestora carioca, que administra R$ 36,7 bilhões

Pergunte a um alocador de patrimônio sério uma gestora brasileira que ainda vai existir daqui a 50 anos. Posso apostar que o nome da SPX vai aparecer. A casa é reconhecida pela cultura empresarial forte (rara nesse mercado) e pela distribuição de risco entre os sócios principais: Rogério Xavier nos juros, Bruno Pandolfi no câmbio, Leo Linhares na Bolsa. Não é à toa que gere R$ 36,7 bilhões de patrimônio – só não mais porque controla o fluxo para os fundos, que passam a maior parte do tempo fechados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso surpreende o barulho feito sobre a saída recém-anunciada pela casa de dois sócios que nem sequer fazem parte da lista acima: Marcio Albuquerque e Sebastian Lewit.

Os dois estavam na equipe desde a fundação, há oito anos, e, claro, tinham sua importância na rotina de gestão, porém limitada: Sebastian discutia estratégias para os juros brasileiros com Rogério, Marcio para o câmbio com Pandolfi. O primeiro tinha um pequeno limite de risco para tomada de decisões, o segundo não.

De forma geral, na SPX, uma área, sob comando de um dos gestores mais sêniores, tem nove pessoas, divididas em unidades formadas por um trader, um estrategista e um executor. A estrutura faz da SPX uma gestora descentralizada, com vários nomes de destaque, sendo essa uma de suas marcas.

Tomando concorrentes como referência, a Adam, por exemplo, é mais concentrada na figura de Marcio Appel. E a Verde, na de Luis Stuhlberger. Ainda que a figura principal da SPX seja Xavier, é público e notório que a gestora vai além dele e tem processos próprios. É um ponto que joga a favor da perenidade da casa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em cada mercado, aí sim há concentração no gestor especialista. "Cada diretor tem a responsabilidade final do risco. Eu posso querer delegar parte do risco para as pessoas que estão embaixo de mim, mas a decisão final sobre juros na SPX é minha; de moedas, do Bruno; de ações, do Leo. E isso sempre foi claro pra todo mundo", diz Xavier.

Leia Também

NA PONTA DO LÁPIS

Aluguel de imóveis comerciais tem maior alta em 14 anos, mas rentabilidade ainda perde para os juros, mostra FipeZAP

CORTE DE GASTOS

Mais uma companhia aérea corta refeições na classe econômica e passa a cobrar por elas

De fato, a cultura da SPX é bem conhecida e serve de modelo para outras casas. Se Pandolfi e Xavier – que formam com Daniel Schneider, comercial da gestora em Londres, a sigla da SPX – decidirem deixar a casa um dia, aí sim se justifica algum choro e ranger de dentes. Ainda que seja essa a única gestora de multimercados brasileira para a qual se possa questionar: não será a cultura suficientemente forte para sobrepor as pessoas?

Para Marcio e Sebastian, claramente há uma boa dose de exagero em quem tentar afirmar o contrário. Tanto que grandes alocadores no fundo, como o Itaú, foram muito rápidos em manifestar que mantiveram as posições nos fundos inalteradas.

Apegue-se ao seu Nimitz

Mais do que o desejo de criar manchetes sensacionalistas,  o que realmente importa agora é o que você, investidor, deve fazer com seu Nimitz ou Raptor. Minha sugestão é que você deixe os rumores de lado – tanto de mudança de equipe, quanto de retorno recente – e mantenha sua posição. A SPX tem 125 pessoas no total, 29 são sócios. Saíram dois, que nem são os mais importantes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As saídas de Marcio e Sebastian também levantaram questões sobre a concentração de participação em alguns dos sócios da SPX, que desestimularia a equipe. "Não é nossa intenção concentrar as ações", afirma Xavier, mas pondera que, depois de vendidas ações para um sócio minoritário é muito difícil recomprá-las. Por isso é preciso ter margem para estimular novas pessoas da equipe, especialmente no projeto de internacionalização da casa. A SPX tem escritório no Rio, em São Paulo, em Londres e em Washington.

Na contramão, estou atenta a duas outras notícias. Beny Parnes, economista-chefe da casa, que chegou a ser cotado para uma vaga no governo Bolsonaro, acaba de tomar a frente de uma área de crédito global. É uma ótima notícia, não somente pela possibilidade de se posicionar nesse mercado, o que deve acontecer aos poucos, como também pelos insumos para a tomada de risco na gestora como um todo.

O aperto nas condições financeiras de crédito contribuíram, por exemplo, para a mudança de postura do banco central americano no ano passado, aponta Xavier. O movimento pegou muitos gestores de surpresa na posição que aposta em elevações mais rápidas nos juros do país. "Nos sentimos com uma lacuna a ser preenchida", diz o sócio-fundador da SPX.

Gabriel Hartung, já da equipe, passa a ser o economista-chefe dedicado a Brasil. E fica a cargo de Parnes definir se haverá uma nova chefia para a área internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra novidade é a chegada de Fernando Gonçalves, até então na Adam Capital, mas também com experiência no JPMorgan e na Gávea. Ela resulta da busca de alguém mais sênior para assumir a gestão de ações internacionais.

A propósito, o Nimitz ainda está aberto na Ágora, a corretora do Bradesco.

 

 

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Assinatura de parceria foi realizada durante evento que contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante 22 de junho de 2026 - 15:38
will bank, liquidado pelo Banco Central. 22 de junho de 2026 - 14:36
Moedas empilhadas com miniaturas de casas em uma escala crescente representando os dividendos dos fundos imobiliários 21 de junho de 2026 - 15:26
Candidatos às eleições presidenciais de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro 21 de junho de 2026 - 10:00
Alerta da defesa civil no celular, chamando a atenção para "misantropia" 20 de junho de 2026 - 13:11
O Ministro da Fazenda, Dario Durigan 19 de junho de 2026 - 19:15
Jogadores da Espanha em campo 19 de junho de 2026 - 15:41
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 19 de junho de 2026 - 13:15
suplemento alimentar anvisa ID da foto:2209671901 19 de junho de 2026 - 11:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar