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Fitch reafirma rating do Brasil em “BB-“, com perspectiva estável

Nota do País segue limitada pelas fraquezas nas finanças, perspectivas de crescimento fracas, corrupção e um ambiente político turbulento

Fachada da Fitch Ratings
Imagem: Shutterstock

A Fitch reafirmou nesta terça-feira, 21, o rating do Brasil em "BB-", com perspectiva estável.

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Em sua decisão, a agência de classificação de risco colocou na mesa uma série de obstáculos para que a nota do País volte a subir. O primeiro deles são as "fraquezas estruturais" nas finanças públicas, que se acentuaram pelo alto endividamento do governo.

Para a Fitch, o cenário nacional fica ainda mais turbulento diante das perspectivas de crescimento "fracas", um ambiente político "difícil" e várias questões relacionadas à corrupção.

Todos esses fatores ganham ares mais negativos diante da ineficácia da política econômica nacional, além das dificuldades do governo em fazer progresso nas reformas.

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Pelo lado positivo, o rating soberano brasileiro segue apoiado tanto pela diversidade econômica como pelas instituições civis consolidadas no País. A Fitch também leva em conta fatores como a renda per capita mais alta do que a mediana dos países com rating "BB".

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Além disso, a agência destaca que a capacidade do País de absorver choques externos é apoiada por sua taxa de câmbio flexível, pelos baixos desequilíbrios externos, por reservas internacionais robustas, uma posição "forte" soberana líquida, mercados domésticos de dívida "profundos e desenvolvidos", bem como por uma parcela baixa de dívida em moeda estrangeira em relação ao total da dívida do governo.

Tudo vai para a conta

A manutenção da nota pela Fitch nos faz lembrar que o Brasil está uns bons degraus abaixo do grau de investimento em todas as agências de classificação de risco. Desde que perdeu seu selo de bom pagador de suas dívidas - em 2015 na Standard&Poor's e na Fitch e em 2016 na Moody's - o país não consegue entrar em um processo de recuperação dessas notas e inclusive chegou a amargar novas quedas nos últimos anos.

Na Moody's, por exemplo, a nota atual do país é "Ba2", com perspectiva estável, dois patamares abaixo do grau de investimento, que é "Baa3". Já na Fitch e na S&P, a situação é ainda mais complicada: com a nota "BB-" em ambas as agências, o Brasil está três níveis abaixo da nota mínima para o grau de investimento, que é a "BBB-".

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*Com agências de notícias.

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