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Índice de Confiança do Consumidor subiu 1,1 ponto no mês em comparação a julho, chegando a 89,2 pontos
A confiança do consumidor subiu 1,1 ponto em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 22, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceu a 89,2 pontos.
Segundo a coordenadora de sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Viviane Seda Bittencourt, o ímpeto para consumir continua diminuindo, mostrando que consumidores de todas as classes de renda estão cautelosos.
"Isso está relacionado com a sustentabilidade da recuperação do orçamento familiar e do nível de endividamento das famílias, já que os consumidores mais otimistas são os que possuem menor poder aquisitivo e, possivelmente, sobre os quais haverá um maior impacto da liberação dos recursos do FGTS nos próximos meses", diz.
"Contudo, as perspectivas desses consumidores sobre mercado de trabalho continuam caindo", afirma a especialista.
Em médias móveis trimestrais o ICC registrou alta de 0,9 ponto em agosto, interrompendo uma sequência de cinco meses de quedas consecutivas, período em que acumulou uma perda de 7,5 pontos.
Em agosto, o Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 3,4 pontos, para 78,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,5 ponto, para 97,2 pontos.
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O componente que mede o otimismo das famílias com a situação financeira nos próximos meses foi o que mais contribuiu para a alta da confiança em agosto, com um avanço de 7,1 pontos, para 102,0 pontos. As avaliações dos consumidores sobre a situação financeira atual cresceram 4,7 pontos, para 74,9.
O item que mede o grau de satisfação com a economia no momento atual subiu 1,9 ponto, para 82,8 pontos, nível ainda baixo em termos históricos, ressaltou a FGV. O otimismo em relação à economia nos meses seguintes aumentou 2,6 pontos, para 118,0 pontos.
Por outro lado, a intenção de compras de bens duráveis caiu 10,9 pontos, para 72,2 pontos, o menor nível desde janeiro de 2017 (69,6 pontos).
No mês de agosto, houve aumento da confiança entre os consumidores com menor poder aquisitivo, com renda familiar mensal até R$ 4.800, mas queda para os consumidores de renda mais elevada, superior a R$ 4.800.
Na faixa das famílias com renda mensal até R$ 2.100, a confiança cresceu 5,2 pontos, "influenciada por uma melhora das expectativas relacionada com uma perspectiva muito favorável da situação financeira das famílias nos próximos meses que possivelmente está atrelada à liberação dos recursos do FGTS, considerando que não há um otimismo em relação ao mercado de trabalho", explicitou a FGV.
A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.800 domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1 e 19 de agosto.
*Com Estadão Conteúdo
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