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Líder do Fed afirma que cortar juros em 50 pontos-base em julho seria “exagero”

James Bullard foi o único a votar por reduzir os juros em 25 pontos-base no encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto na semana passada

Federal Reserve
Imagem: Shutterstock

O presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), James Bullard, afirmou nesta terça-feira que seria um "exagero" a instituição promover um corte de 50 pontos-base da sua taxa básica de juros na reunião marcada para 30 e 31 de julho, ainda que tenha sido o único a votar por reduzi-la em 25 pontos-base no encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) na semana passada.

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Esse voto foi atribuído por ele à surpresa causada pela inflação abaixo da meta mesmo diante do atual ritmo de crescimento da economia e, por outro lado, porque o ritmo da atividade estava forte "olhando para trás", mas transparece uma desaceleração quando se olha adiante.

O corte de um quarto de ponto porcentual seria uma "apólice de seguros", explicou Bullard. "É melhor levar a inflação de volta à meta enquanto podemos."

Questionado em entrevista à Bloomberg TV sobre o timing do seu voto, com participantes de mercado à espera do encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no âmbito do G20, Bullard argumentou que a necessidade de "recentralizar" a inflação não é "tão dependente assim" do que acontecer nessa reunião bilateral em Osaka, no Japão.

Já sobre a mais recente série de críticas de Trump ao Fed, de quem o republicano demanda redução dos juros básicos, Bullard respondeu que não liga para como o seu voto por cortar a taxa dos Fed Funds ressoa no universo político.

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Para o presidente do Fed de St. Louis, se essa taxa estivesse mais baixa, traria a curva de juros dos Treasuries - hoje invertida na porção entre a T-bill de 3 meses e a T-note de 10 anos - "de volta ao normal".

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Em relação ao desafio de fazer a inflação acelerar rumo à meta de 2% diante de um dólar fortalecido, Bullard reconheceu que "muito" dessa tarefa vai depender de "quão longe" o Banco Central Europeu (BCE) e o seu presidente, Mario Draghi, irão na sua postura "dovish", ou seja, propensa a ainda mais afrouxamento.

*Com Estadão Conteúdo.

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