“Não somos uma ilha. É o momento de estar defensivo”, destaca Rodrigo Azevedo, ex-diretor de política monetária do BC
Segundo ele, ao analisar a bolsa brasileira, um grande problema é que uma parte relevante das empresas é internacionalizada. Ou seja, se a guerra comercial piorar, isso poderia afetar gigantes com exposição lá fora como Vale, CSN etc

Desde o último tweet de Donald Trump que reativou a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o mercado vem passando por um início de semana bastante difícil. E isso pode piorar. Ao ser questionado sobre o impacto da guerra comercial no Brasil durante um painel realizado hoje (5) em São Paulo exclusivo para investidores, o sócio-gestor da Ibiuna Investimentos e ex-diretor de política monetária do Banco Central, Rodrigo Azevedo, disse que é preciso ter calma.
"Se lá fora piorar muito, o Brasil não se diferencia no primeiro momento. Não somos uma ilha. Por isso, é o momento de estar defensivo. Eu gosto de bolsa, gosto. Mas tenho pouco. Gosto de juro, mas também tenho pouco".
E nem mesmo o fato de que houve uma saída considerável de capital estrangeiro da bolsa nos últimos tempos poderia suavizar o impacto. Segundo ele, ao analisar a bolsa brasileira, uma parte relevante das empresas é internacionalizada. Ou seja, se a guerra comercial piorar, isso poderia afetar gigantes com exposição lá fora como Vale, CSN etc.
"Não vai chegar ao nível de crise que vimos em 2008, mas vale a pena ficar na defensiva no curto prazo com posições menores, especialmente lá fora, esperando para dar um bote. Não temos garantia de que haverá recessão no mundo e o Brasil está muito melhor do que antes, mas é importante se preparar. A hora que surgir a virada será uma mega possibilidade de lucrar", destacou o sócio-gestor da Ibiuna Investimentos.
Na opinião do gestor, se a guerra comercial for acompanhada de recessão, nem mesmo a situação mais positiva do Brasil fará com que o real se valorize em relação ao dólar. Ele disse que a moeda brasileira será muito mais afetada no curto prazo com a recessão do que com a aprovação da reforma da Previdência ou com a decisão final sobre a cessão onerosa da Petrobras.
Outro que se mostrou preocupado foi Carlos Woelz, sócio-gestor da Kapitalo Investimentos. Segundo ele, é difícil "medir a guerra comercial porque nunca ocorreu antes".
"Temos um ambiente industrial muito ruim, especialmente no quesito fábricas. Hoje, os países ficam pensando onde vão construir fábricas. No Vietnã, há problemas. No Japão, há os conflitos com a Coréia. E no Brasil não daria porque a balança bilateral não é nada que chame muito a atenção dos Estados Unidos, por exemplo", destaca o gestor.
Leia Também
Para ele, o mercado tenderia a ignorar a guerra comercial, mas os dados não permitem. Somente a partir do momento em que os dados começarem a mostrar uma "certa estabilização será possível passar por cima de Trump".
"Mas é difícil dizer que não haverá consequências porque os países que possuem mais bens de capital do que de consumo estão sofrendo por conta de dificuldades para investir. Isso está fazendo com que o investimento no mundo esteja despencando", destacou Woelz.
Para se proteger das possíveis consequências, Woelz disse que está apostando que os juros no curto prazo vão cair muito, mas acredita que eles poderão subir lá na frente. Por isso, está com uma posição mais inclinada na curva.
"O mundo está na parte tardia da curva, o que pode jogar os juros lá pra baixo. Além disso, há o fato que eu esperava uma outra atitude do FED, o que me decepcionou na questão do corte de juros. Agora estou evitando ter maiores posições em ativos de risco", finalizou o especialista.
É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS
Volta ao presencial e ‘cheque gordo’ do Itaú (ITUB4) dão nova vida a escritórios de SP — mas nem todos os bairros ganham
22 de outubro de 2026 - 10:09Conteúdo Empiricus
Mercado de opções cresce 79% na B3 em 2026; confira como você também pode aproveitar oportunidades com esse tipo de operação na bolsa
22 de outubro de 2026 - 10:00PRECISA DE CONSERTO
Lotofácil, Quina e outras loterias acumulam e atenção se volta para prêmio de R$ 200 milhões em jogo na Mega-Sena
22 de outubro de 2026 - 5:53MAIS DINHEIRO NA MESA
Governo libera mais R$ 6,49 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por conflitos internacionais; veja quem pode acessar o crédito
21 de outubro de 2026 - 10:03NEM POR DECRETO
Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 200 milhões; Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha
21 de outubro de 2026 - 5:42FINANÇAS
Investimentos liberam mais limite nos cartões de crédito do BTG Pactual. Conheça os requisitos e benefícios das versões Gold, Platinum e Black
20 de outubro de 2026 - 16:00PRÉVIA DO RESULTADO
Receitas em alta e ações de lado: balanço da SpaceX (SPCX) finalmente decolou? Saiba o que esperar
20 de outubro de 2026 - 15:03DESTAQUE NA IMPRENSA