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Projeto de lei do senador Vanderlan Cardoso (PP-GO) volta a permitir a chamada verticalização no setor de TV paga
Enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mantém em suspenso a decisão sobre a aprovação da compra da Warner Media pela AT&T no Brasil, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT) terá reunião no período da tarde desta quarta-feira, 4, para votar projeto de lei que acaba com as restrições que existem ao negócio no País.
A comissão votará a partir das 14 horas desta quarta-feira o projeto de lei do senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), que volta a permitir a chamada verticalização no setor de TV paga, possibilitando que as teles operadoras do serviço de televisão por assinatura voltem a ter mais que 30% do capital das programadoras de canais e produtoras de conteúdo. O relator, Arolde de Oliveira (PSD-RJ), apresentou parecer favorável à aprovação do projeto.
Desde 2011, a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) impede que os grandes grupos de telecomunicações também atuem na grade de programação dos serviços prestados por eles. Por isso, a legislação atual impede que a AT&T, sendo dona da Sky no País, também possa controlar a Warner Media no Brasil, responsável pelos canais HBO, TNT, Cartoon Network e CNN, entre outros.
Ainda assim, contrariando o parecer da área técnica da Anatel, o relator da fusão na agência reguladora, Vicente Aquino, apresentou voto favorável à operação no último dia 22, e foi acompanhado pelo conselheiro Aníbal Diniz.
Já o conselheiro Moisés Moreira pediu vista do processo, adiando a análise pelo menos até a quinta-feira, 5. Ainda falta o voto do conselheiro Emmanuel Campelo e, se houver empate, o voto do presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, decidirá o caso.
Por isso, a aprovação do projeto na CCT do Senado acabaria com eventuais receios dos conselheiros da Anatel em aprovarem o negócio sem o devido amparo legal.
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O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz lobby para a conclusão da compra - uma operação de US$ 85,4 bilhões, já aprovada em 18 países.
Embora ainda espere o aval da Anatel no Brasil, o negócio foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ainda em outubro de 2017, com algumas restrições.
Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no início de agosto, a área técnica do Ministério da Economia chegou a elaborar a minuta de uma Medida Provisória para acelerar a alteração da lei e permitir uma decisão favorável pela Anatel ao negócio.
A opção do governo, porém, foi esperar que uma das cinco propostas apresentadas no Congresso seja aprovada, o que pode acontecer nesta quarta.
Na semana passada, o próprio presidente da AT&T, Randall Stephenson, veio a Brasil e se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro para defender a operação. O executivo apresentou um "plano ambicioso" de investimentos no País e mostrou inclusive "interesse" em negócios da Oi, que está em recuperação judicial.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que tem sido o principal defensor público do negócio no País também participou da reunião com Stephenson. Estiveram ainda presentes os ministros da Economia, Paulo Guedes, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, além de seus auxiliares.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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