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Bolsonaro reconheceu as dificuldades de seu governo em montar uma base para aprovar o projeto de mudança nas regras de aposentadoria no Congresso, mas avaliou que isso será superado pelo poder de convencimento
Em entrevista ao programa The Noite com Danilo Gentili transmitida nesta sexta-feira, 31, o presidente Jair Bolsonaro reforçou a importância da reforma da Previdência para a recuperação da situação fiscal e da capacidade de investimento do País, afirmando que sua aprovação mostrará a investidores nacionais e estrangeiros que o Brasil está "fazendo o dever de casa". Questionado sobre o que aconteceria num cenário sem a reforma, ele destacou que em "2022, no máximo, o Brasil quebra".
Bolsonaro reconheceu as dificuldades de seu governo em montar uma base para aprovar o projeto de mudança nas regras de aposentadoria no Congresso, mas avaliou que isso será superado pelo poder de convencimento. De acordo com ele, mesmo os governadores da região Nordeste - que são majoritariamente de oposição - entendem a necessidade da reforma, "mas sabem que o desgaste é muito grande".
O presidente minimizou os problemas de articulação política do governo, dizendo que "para mudar de paradigma leva tempo". Sem usar a expressão "nova política", ele voltou a rejeitar o "toma lá dá cá" ao apontar que "uma minoria" dos parlamentares continua tentando "interagir com o governo de uma forma que não deu certo no passado".
Na entrevista, Jair Bolsonaro afirmou ainda que "pela primeira vez na história" um presidente busca cumprir suas promessas de campanha. Nesse sentido, ele reiterou a intenção de extinguir a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e disse que o secretário de Desestatização do governo, Salim Mattar, "está tratando do assunto".
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