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O Índice de gerente de compras industrial do Brasil caiu de 51,5 em abril para 50,2 em maio; resultado representa o menor nível nos últimos 11 meses
O Índice de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Brasil caiu de 51,5 em abril para 50,2 em maio, informou a IHS Markit nesta segunda-feira, 3. O resultado representa o menor nível nos últimos 11 meses, quando o índice superou a marca 50,0, ponto neutro em relação à evolução do cenário.
A IHS Markit constatou um ritmo mais brando de expansão da atividade, declínio renovado no volume de vendas e cortes de postos de trabalho.
"A desaceleração se juntou a pressões inflacionárias intensificadas, com as cargas de custos e os preços de venda aumentando a taxas mais rápidas. Ao mesmo tempo, o sentimento em relação aos negócios se enfraqueceu atingindo o seu ponto mais baixo em mais de um ano e meio", explica a consultoria em relatório.
A economista Pollyanna de Lima, da IHS Markit, relata que o setor industrial brasileiro caminha para uma estagnação na metade do segundo trimestre, a partir do cenário político mais incerto e preocupante, desemprego ainda elevado, menor otimismo entre os agentes e dificuldades econômicas em importantes parceiros comerciais do Brasil.
"O volume de produção cresceu marginalmente apenas, e da maneira menos significativa desde a eleição do ano passado, com os pedidos de fábrica caindo em território de contração. As exportações caíram pelo sexto mês consecutivo, apesar da queda acelerada do real em relação ao dólar americano em maio", relata a economista.
Em relação às perspectivas para o setor, as empresas seguem otimistas com o horizonte de crescimento, porém a percepção positiva perdeu força, marcando o menor nível em um ano e meio, destaca.
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