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Muito abaixo do esperado

Com o alerta vermelho ligado, economia brasileira decepciona e abre apenas 34.313 vagas de trabalho em janeiro

Dados do Caged divulgados hoje mostram que o saldo de janeiro decorre de 1,325 milhão de admissões e 1,290 milhão de demissões

Carteira de trabalho, desemprego
Resultado de janeiro ficou muito abaixo da projeção mais modesta de abertura de vagasImagem: Camila Domingues/ Palácio Piratini/ Fotos Públicas

O mercado de trabalho brasileiro criou 34.313 empregos com carteira assinada em janeiro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia.

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O saldo de janeiro decorre de 1,325 milhão de admissões e 1,290 milhão de demissões. Em janeiro de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 77.822, na série sem ajustes, mais que o dobro do desempenho do mês passado.

O resultado de janeiro ficou muito abaixo da projeção mais modesta de abertura de vagas. As estimativas dos analistas do mercado financeiro, consultados pelo Projeções Broadcast, iam de geração de 59.192 a 107.360 vagas, com mediana de 89.048 postos de trabalho.

Em dezembro de 2018, havia ocorrido o fechamento líquido de 334.462 vagas com carteira assinada, como é comum para o último mês do ano.

Setores

O resultado do mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 43.449 postos formais, seguido pela indústria de transformação, que abriu 34.929 vagas de trabalho.

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Também tiveram saldo positivo no mês a construção civil (14.274 postos), a agropecuária (8.328 postos) e a extração mineral (84 postos).

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Já o comércio fechou 65.978 vagas em janeiro, enquanto a administração pública encerrou 686 vagas no mês passado. Os serviços industriais de utilidade pública também fecharam 88 vagas no começo do ano.

Contrato intermitente

Os dados do Caged mostram a criação líquida de 3.352 empregos com contrato intermitente em janeiro.

De acordo com os dados do Ministério do Economia, o emprego intermitente registrou criação total de 7.768 postos ao mesmo tempo em que houve fechamento de 4.416 vagas.

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Houve ainda a abertura de outras 135 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista.

O Caged informou ainda que houve 17.754 desligamentos por acordo no mês de janeiro.

Decepcionante, mas ainda bom

Em sua avaliação sobre os dados do Caged, o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, disse que janeiro teve o segundo melhor resultado para o mês na criação de empregos nos últimos seis anos.

"Ainda sofremos um pouco com o realinhamento das expectativas e com a retomada de investimentos. Mas a tendência de geração de empregos deve continuar", pontuou.

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Já o coordenador geral de estatísticas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Mário Magalhães, argumentou que o saldo de geração de empregos no mês passado está em linha com o observado no começo de 2013 e 2014 - os dois últimos anos antes da recessão.

Magalhães apontou o fechamento líquido de 65.978 vagas pelo comércio em janeiro representou metade da queda do ritmo de abertura de vagas no mês passado, mas ponderou que a quantidade de trabalhadores temporários que continuaram empregados no setor aumentou neste ano.

"Isso tem a ver com o maior número de contratações temporárias em novembro e dezembro do ano passado. O resultado do comércio parece negativo, mas houve 108 mil contratações pelo setor no fim de 2018, ante 74 mil no fim de 2017. Com o ajuste de janeiro, cerca de 26 mil trabalhadores continuaram trabalhando no comércio no começo do ano passado, saltando para 42 mil no começo deste ano", detalhou.

*Com Estadão Conteúdo.

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