Bolsonaro enfrenta seu primeiro G20 com agenda cheia e ofuscado pela guerra comercial EUA x China
Presidente participará de 14 eventos no G20, incluindo sessões plenárias, encontros bilaterais e audiências com autoridades internacionais

Estreia em meio às tensões. O presidente Jair Bolsonaro embarca na noite desta quarta-feira (26) para o Japão rumo à sua primeira reunião de líderes do G20, o grupo das dezenove maiores economias do mundo mais a União Europeia.
A previsão é de que ele chegue em Osaka por volta das 13h30 (horário local) de quinta-feira (27), com compromissos oficiais somente a partir de sexta.
O encontro internacional, no entanto, vai girar em torno das expectativas para novas decisões sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China. Os presidente Donald Trump e Xi Jinping devem se encontrar durante o evento para avaliar possíveis saídas para a crise. O mercado financeiro internacional acompanha de perto as movimentações nesse sentido.
Falando em Xi Jinping...
Essa deve ser a principal liderança a se encontrar com Bolsonaro nos dois dias de G20. O encontro bilateral com o chinês está previsto para acontecer por volta das 11h de sexta-feira.
Bolsonaro também participará de outros treze eventos no Japão. Além das sessões plenárias dos líderes, estão previstas reuniões paralelas sobre economia digital e empoderamento das mulheres.
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Na manhã de sexta-feira, Bolsonaro se reúnirá com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e receberá um troféu de dirigentes da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil.
Aproveitando a ocasião, o presidente brasileiro também terá reuniões bilaterais confirmadas com os primeiros-ministros da Índia, Narendra Modi, e de Singapura, Lee Hsien-Loong, e com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.
Paralela ao G20, haverá ainda uma reunião informal dos líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) sobre temas essencialmente econômicos na área de inovações, digital, energia e transições energéticas.
A partida de volta para o Brasil está prevista para as 17h50 (horário local de Osaka), de sábado (29), com chegada na segunda-feira (1º) ao Brasil.
Confira a agenda completa:
Quinta-feira (27)
- 13h35: Chegada à cidade de Osaka
- 19h: Jantar privado
Sexta-feira (28)
- 9h10: Audiência com o presidente do Banco Mundial, David Malpass
- 10h20: Reunião informal com os líderes do BRICS
- 11h10: Reunião bilateral com Xi Jinping, presidente da China
- 12h: Primeira sessão plenária da cúpula de líderes do G20
- 14h05: Reunião paralela sobre economia digital
- 14h55: Segunda sessão plenária da cúpula de líderes do G20
- 18h45: Jantar em homenagem aos líderes do G20 oferecido pelo premiê japonês, Shinzo Abe
Sábado (29)
- 09h20: Reunião bilateral com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi
- 09h40: Reunião dos líderes do G20 sobre empoderamento das mulheres
- 10h: Terceira sessão plenária da cúpula de líderes do G20
- 11h30: Reunião bilateral com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman
- 12h15: Quarta sessão plenária da cúpula de líderes do G20
- 13h45: Sessão de encerramento da cúpula
- 14h05: Reunião bilateral com o premiê de Singapura, Lee Hsien-Loong
- 18h: Embarque de volta para o Brasil
O foco do encontro
De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, os principais desafios a serem debatidos nessa cúpula são comércio internacional; tensões comerciais que afetam o crescimento e investimento por conta das incertezas; e o unilateralismo e multilateralismo versus protecionismo.
Os temas permanentes do grupo - estabilidade financeira e econômica, energia e desigualdade social – também farão parte das discussões.
O porta-voz destacou que o Brasil vai defender a reforma da Organização Mundial do Comércio para tornar o comércio internacional mais equilibrado. O país também é contra tornar mais restritas as regras para subsídios industriais.
“O Brasil negocia qualquer tema, mas se tornarem mais restritas as regras para subsídios industriais, o Brasil vai propor regras para subsídios agrícolas”, disse, explicando que o tema ainda não está em discussão, mas que é direito do governo brasileiro colocar as suas intenções.
“Eventualmente, se tivermos que enfrentar decisões de tratativa advindas de outros países, nós vamos ter que usar as ferramentas diplomáticas e comerciais que são naturais nesses tipos de negociação”, explicou Rêgo Barros.
Alguns temas específicos propostos pela presidência japonesa também serão discutidos durante a cúpula, como lixo plástico no mar; envelhecimento e encolhimento populacional; sociedade 5.0; infraestrutura com equilíbrio econômico e sustentabilidade ambiental; fluxo de dados; inteligência artificial; e políticas anticorrupção.
*Com informações da Agência Brasil.
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