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Valor arrecadado, que ficou dentro das expectativas, foi o melhor desempenho para meses de julho desde 2014
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 113,278 bilhões em maio, um aumento real (já descontada a inflação) de 1,92% na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a abril deste ano, houve queda real de 18,63%.
O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de julho desde 2014. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 21 instituições ouvidas pelo Broadcast Projeções, que ia de R$ 109,218 bilhões a R$ 119,328 bilhões, com mediana de R$ 114 bilhões.
Entre janeiro e maio deste ano, a arrecadação federal somou R$ 637,649 bilhões, também o melhor desempenho para o período desde 2014. O montante ainda representa avanço de 1,28% na comparação com igual período do ano passado.
O resultado positivo para o mês ocorreu principalmente por conta do recolhimento maior de imposto de renda por investidores e empresas e do aumento de tributos sobre a receita das empresas e sobre importações.
Houve alta de 23,47% no pagamento do Imposto de Renda sobre Rendimentos de Capital no mês passado, que somou R$ 3,128 bilhões. Em um momento em que a Selic está em queda, muitos investidores resgataram investimentos em renda fixa, o que levou ao pagamento do tributo, que incide no momento do resgate.
O coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Claudemir Malaquias, destacou a alta de 5,77% no pagamento de Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), chegando a R$ 12,134 bilhões, o que ajuda a explicar o resultado do mês. "O desempenho do IR está vindo muito melhor este ano do que no anterior, com perspectiva das empresas de auferirem mais lucro", afirmou.
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Com as previsões para o crescimento da economia passando por sucessivos cortes, Malaquias ponderou que, no curto prazo, a arrecadação não tem relação direta com PIB em período curto de tempo. Ele lembrou que, no ano passado, as receitas cresceram 3,5%, acima do PIB, que subiu 1,1%.
"A base do Imposto de Renda, por exemplo, é o lucro. A atividade econômica pode estar contraída, mas a lucratividade maior", afirmou.
As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 40,102 bilhões entre janeiro e maio deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 34,482 bilhões. Apenas no mês de maio, as desonerações totalizaram R$ 7,994 bilhões, também acima de maio do ano passado (R$ 7,012 bilhões).
Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 768 milhões em maio e R$ 3,642 bilhões no acumulado do ano.
*Com Estadão Conteúdo.
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