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Desde que abriu capital na bolsa em 2013, a companhia de viagens fez várias aquisições pelo mundo. Mas o resultado das primárias argentinas colocaram em xeque a sua mais nova aposta nos nossos “hermanos”
No início de agosto, a CVC Corp anunciou a compra da agência de viagens Almundo por US$ 77 milhões. A jogada foi considerada importante para a estratégia da empresa, que desde que abriu seu capital na bolsa, em 2013, fez várias aquisições mundo afora.
Uma semana depois, no entanto, essa mesma estratégia foi colocada em xeque com a vitória do candidato de oposição nas primárias eleitorais argentinas. O representante do kirchnerismo Alberto Fernández não é o presidente dos sonhos para o mercado, que teme um aprofundamento da crise dos hermanos. A pergunta que não quis calar entre os investidores foi: teria a CVC entrado em uma roubada? A resposta do presidente do grupo CVC Corp, Luiz Fernando Fogaça, é um categórico ‘não’.
Procurei Fogaça para batermos um papo sobre os impactos do cenário político da Argentina no futuro da companhia. Ele afirma a aquisição da Almundo foi uma estratégia acertada independentemente de como o processo eleitoral da Argentina vai terminar. Segundo ele, a aquisição mira o longo prazo e se baseia principalmente no potencial que o mercado de turismo argentino possui.
Vale lembrar que 2019 já tem sido problemático para a CVC, que no primeiro semestre amargou um rombo de R$ 92 milhões em seu caixa para cobrir os efeitos da saída da Avianca Brasil do espaço aéreo nacional. O fim das operações da companhia deixou vários passageiros na mão, incluindo os que tinham comprado pacotes de viagens com o grupo CVC e que foram realocados em outros voos ou tiveram seus dinheiros devolvidos.
No mercado, o revés se transforma em números. Apesar da alta de 23% nos últimos doze meses, as ações da companhia acumulam perdas de quase 16% em 2019.
Em entrevista exclusiva para o Seu Dinheiro, Fogaça também comentou os detalhes de como a empresa administrou essa crise da Avianca Brasil. Ele também diz o que esperar para o mercado turístico local até o fim do ano, que viu os preços das passagens aéreas decolarem com a baixa oferta de assentos. Confira abaixo os principais trechos dessa conversa.
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Apesar de sermos 16% do mercado interno da Argentina, as receitas vindas de lá para o grupo CVC Corp representam somente 6% do total. O resultado das primárias é ruim para a questão política, mas em termos de negócios do grupo isso não é relevante.
Também precisamos ter cautela porque o discurso do (Alberto) Fernández é de conciliação, e ainda não dá para cravar um problema futuro. Continuamos acreditando que a Argentina é relevante para a America Latina e que a decisão de expandir nossos negócios por lá através da Almundo é correta, já que vamos ter uma posição bem mais relevante e mais sinergia na parte de sistemas e comercial. Quando a situação na Argentina melhorar estaremos bem preparados.
"Quando a situação na Argentina melhorar estaremos bem preparados."
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Câmbio subindo nunca vai ser uma boa notícia porque vendemos em reais. Mas sobre o movimento recente da moeda tenho uma posição de que os efeitos são passageiros. No passado, as valorizações de dólar sempre tiveram impacto maior no curto prazo, mas o consumidor ao ver uma estabilização tende a retomar as compras mesmo com o Real e outras moedas emergentes mais desvalorizadas.
No fim de abril de 2019, tínhamos 200 mil passageiros com voos da Avianca marcados. A saída da companhia aérea fez com que tivéssemos que reacomodar todas essas pessoas. Até o momento, resolvemos mais de 90% dos casos, e dentro desse percentual, 75% acabaram foram voar por outra companhia aérea e 25% pediu ressarcimento. O saldo dessa operação foi uma saída de R$ 92 milhões de dentro do nosso lucro líquido, isso já incluindo os 10% de passageiros que faltam.
"O saldo dessa operação [fim das atividades da Avianca] foi uma saída de R$ 92 milhões de dentro do nosso lucro líquido".
Para o setor aéreo e para o turismo do Brasil, a saída da Avianca não é boa porque diminuiu logo de cara 15% da oferta de assentos. Hoje temos uma oferta 4% menor na comparação com um ano atrás, e isso faz com que os preços subam. Outras companhias já estão anunciando que vão aumentar a frota, mas isso só deve ser efetivado em 120 dias. Até lá, os preços vão continuar altos e a expectativa é ruim porque passagens mais caras podem encarecer nossos pacotes, e um aumento de preço faz com que os clientes adiem suas viagens. Só devemos preencher esse vazio no fim do ano.
"A expectativa é ruim porque passagens mais caras podem encarecer nossos pacotes, e um aumento de preço faz com que os clientes adiem suas viagens."
Por ora, estamos indo atrás das companhias aéreas negociar voos fretados, vendendo produtos e serviços locais e fazendo mais publicidade para tentar amenizar os efeitos da saída da Avianca. Mas é importante lembrar que atualmente metade das vendas da CVC Corp vem do lazer e outra metade atende o segmento corporativo. No geral, a demanda executiva é mais resistente à variação de preços, o que ajuda a atenuar eventuais perdas com o segmento de lazer.

Reconhecemos que a CVC chegou tarde ao universo digital, mas já estamos buscando locais de investimento de marketing digital. Pretendemos chegar no ano que vem em um percentual de investimento em digital próximo ao que as demais empresas do setor investem. Para isso, mudamos a forma de trabalhar nosso desenvolvimento em tecnologia. Criamos uma área com 130 pessoas dedicadas a entender o comportamento do consumidor no online.
Mas é importante dizer que a migração de consumidores para o online que se imaginou lá no passado se estabilizou. As vendas de turismo pela internet já não crescem como antes e o ‘offline’ (vendas presenciais) também continua crescendo. Para você ter uma ideia, o online no Brasil hoje é 48% e o offline 52%.
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