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Quando estiver em funcionamento, a Libra, governada por um consórcio independente, servirá para que os usuários façam compras e transações tanto no Facebook, como também no Instagram, Messenger, WhatsApp

Você já ouviu falar da Libra? Não, não estamos falando da libra esterlina, a moeda corrente do Reino Unido. Estamos falando sobre uma nova criptomoeda que deve surgir em breve no mercado e que promete movimentar as redes sociais.
O Facebook tem planos de lançar uma criptomoeda própria para impulsionar as transações onlines. E a empresa não está sozinha nessa. Segundo o The Wall Street Journal, a rede social de Mark Zuckerberg tem apoiadores de peso do mundo da internet, telecomunicações, e-commerce e até mesmo meios de pagamento. De acordo com fontes do jornal, a empresa planejava arrecadar US$ 1 bilhão para o projeto que já está em andamento há mais de um ano.
Segundo a publicação, Visa, Mastercard, Paypal, Uber, Booking.com, entre outras dezenas de nomes, irão investir cerca de US$ 10 milhões cada na (provisoriamente) chamada Libra Association, um consórcio independente que deve ficar responsável por estudar, desenvolver e governar a nova moeda. Buscando solucionar um problema presente em outras criptomoedas, a instabilidade, a Libra deve estar vinculada a a uma série de outras moedas já emitidas pelo governo.
A administração do consórcio acontecerá de forma independente do Facebook e do poder controlador de qualquer uma das empresas envolvidas no projeto. As companhias devem atuar verificando transações e registrando o seu histórico, criando uma nova rede pagamentos.
Manter a Libra Association independente do Facebook pode ser uma forma da empresa de Zuckerberg evitar novas dores de cabeça e se proteger de eventuais problemas com usuários e órgãos regulatórios, mas mesmo assim ainda deve exercer alguma influência no negócio. É bom lembrar que a rede social já enfrenta diversas encrencas jurídicas relacionada ao uso de dados pessoais de seus usuários.
O envolvimento de empresas de pagamento chama a atenção. Segundo o The Wall Street Journal, uma das razões para que as companhias tenham decidido se envolver na implementação da Libra é que participar do projeto possibilitaria estudar as ambições da gigante da internet e se beneficiar de um possível sucesso.
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Procurado pelo jornal, um porta-voz do Facebook não se pronunciou sobre o caso.
Segundo o portal TechCruch, a previsão é de que a moeda deve ser anunciada no próximo dia 18, mas só deve entrar em operação total em 2020.
Embora as criptomoedas já estejam no mercado a cerca de 10 anos, e contem com diversos exemplos famosos, é raro quem as utilize em transações cotidianas. Para o Facebook, os seus mais de 2,4 bilhões de usuários podem ajudar a mudar o quadro e popularizar a iniciativa.
Quando estiver em funcionamento, a Libra servirá para que os usuários façam compras e transações tanto no Facebook, como também no Instagram, Messenger, WhatsApp e, por que não, outros lugares da internet.
Ainda não há informações claras de como o projeto deve funcionar, mas assim como já ocorre com as outras criptomoedas, a Libra Association deverá esbarrar em diversas regras regulatórias e enfrentar problemas como a sua possível utilização para lavagem de dinheiro ou financiamento de redes terroristas.
De acordo com o TWJ, o Facebook já participou de encontros com Banco da Inglaterra, Tesouro Americano e Western Union para discutir os riscos e oportunidades do projeto.
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